- Mercados preveem que o Banco da Inglaterra fará quatro aumentos da taxa de juros neste ano, elevando a taxa de 3,75% a 4,75%.
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- Investidores veem a inflação subir ante o conflito no Oriente Médio, com pressão para a política monetária britânica.
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- Mesmo após o comitê de política monetária ter mantido os juros, há expectativa de alta, segundo sinais de mercado; o governador Andrew Bailey disse que o mercado pode estar adiantado.
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- A média de juros de hipoteca fixa de dois anos subiu para 5,43%, e centenas de produtos foram retirados do mercado, com 6,144 opções disponíveis.
- Alguns analistas duvidam das quatro altas neste ano, enquanto Goldman Sachs aponta possibilidade de manutenção da taxa base em 3,75% ao longo de 2026.
O mercado financeiro prevê que o Bank of England elevará as taxas de juros quatro vezes neste ano, levando a taxa básica de 3,75% para 4,75%. A motivação é manter a inflação sob controle diante do conflito no Oriente Médio e do aumento de pressões inflacionárias.
Investidores internacionais apontam que a inflação pode se manter elevada após o ataque entre EUA, Israel e Irã, o que aumenta a percepção de que o BoE precise atuar com medidas de aperto monetário ao longo de 2026.
O comitê de política monetária (MPC) do BoE manteve as taxas recentemente em status quo, mas sinais de possível alta de juros foram vistos pelo mercado, principalmente com a deterioração das perspectivas inflacionárias. A avaliação foi de que novos aumentos estariam no horizonte este ano.
A alta esperada já impacta o mercado de hipotecas. O custo de financiamentos fixos tem subido, com a média de empréstimos residenciais de dois anos em 5,43%, a maior desde fevereiro de 2025. O mercado passou a oferecer menos produtos.
A oferta de hipotecas recuou: há 6.144 opções disponíveis, abaixo das 6.659 de sexta-feira. O recuo dificulta a busca por condições estáveis, principalmente para compradores com financiamento de longo prazo.
Perspectivas e dúvidas
Analistas divergem sobre a probabilidade de quatro alta de juros neste ano. Alguns veem o cenário como exagerado, enquanto outros ressaltam riscos de inflação decorrentes de choques energéticos e demanda salarial.
Bancos internacionais também sinalizam ceticismo. Economistas do Goldman Sachs destacaram que novas altas são improváveis e defendem que o MPC permaneça com a taxa em 3,75% ao longo de 2026.
Enquanto isso, o sobe e desce nas bolsas globais e preço do ouro refletem o cenário de volatilidade. No fim de semana, parte da aversão ao risco elevou demanda por ativos seguros, senão pela libra esterlina, que recuou modestamente.
Mercados continuam atentos ao desenrolar do conflito no Oriente Médio, bem como a eventuais novas informações sobre a trajetória de preços de energia e bens. O impacto ativo sobre a economia britânica permanece sob avaliação.
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