- Em apenas um mês de conflito entre EUA/Israel e o Irã, o custo do combustível de aviação subiu acima de US$ 195 por barril, mais que o dobro desde o início da guerra; o preço do petróleo bruto subiu cerca de cinquenta por cento.
- A alta do jet fuel já afeta companhias aéreas e economias, especialmente na Ásia e na Europa, com cancelamentos de voos, cobrança de sobretaxas de combustível e ajustes nas frotas.
- Globalmente, o jet fuel representa cerca de dez por cento da produção de refino, sendo mais difícil e caro de produzir do que a gasolina, o que amplia o impacto quando há interrupções, como no Estreito de Hormuz.
- Ásia sofre primeiro, com preços altos em Cingapura e outros mercados; na Austrália, a dependência de importação de jet fuel de China e Coreia do Sul aumenta a vulnerabilidade.
- Nos Estados Unidos, a refinaria no Golfo produz quase dois milhões de barris por dia, mas a maior parte está em costas diferentes, mantendo o país relativamente menos exposto; as previsões indicam que o aperto de jet fuel pode caminhar para diesel e gasolina, com efeitos em transporte e alimentos.
O preço do combustível de aviação dispara diante do conflito entre EUA, Israel e Irã. Um mês após o início da ofensiva, o mercado observa o salto dos custos com jet fuel, enquanto o petróleo crú se mantém entre 100 e 115 dólares por barril. A diferença crucial está no que sai do barril: o combustível de decolagem.
O aumento afeta primeiro a região Ásia-Pacífico, depois a Europa. Companhias aéreas reduzem voos, seguram aeronaves e aumentam sobretaxas de combustível, diante do quase dobramento do custo do jet fuel. O setor de aviação comercial representa cerca de 4 trilhões de dólares, com o transporte de carga chegando a mais 8 trilhões, ampliando o impacto econômico.
Segundo analistas, o repique no preço do jet fuel sinaliza pressões para outros produtos refinados. O diferencial entre o preço de entrada e saída dos refinos do jet fuel subiu mais de 200% desde o início do conflito, pressionando custos de transporte e logística em várias regiões.
Globalmente, a composição de refinarias dos EUA orienta o retrato: metade é gasolina, menos de 33% diesel e cerca de 10% jet fuel. A refinação é mais exigente para o jet fuel, que demanda pureza, estabilidade em baixas temperaturas e armazenamento com menor durabilidade, ampliando vulnerabilidades frente a interrupções na oferta.
Em áreas específicas, a América do Norte apresenta uma situação mais estável, com capacidade de refino elevada, porém enfrenta gargalos de distribuição para costa oeste. Na Ásia, a China e a Coreia do Sul registram restrições à exportação de derivados, acentuando tensões para o abastecimento regional de jet fuel.
Entre as consequências, companhias aéreas europeias já sinalizam impactos potenciais no verão, com operadoras grandes avaliando ajustes de horários e tarifas. Na América, as atenções se voltam para a logística de abastecimento de aeroportos litorâneos, diante de importações mais restritas de jet fuel.
O conflito continua a testar a resiliência de cadeias globais de energia. Enquanto o mercado de contratos futuros reage, o efeito imediato permanece no abastecimento físico de jet fuel e diesel, com repercussões ainda por vir para preços ao consumidor, fretes e produção industrial.
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