- Lenore Taylor pediu demissão do cargo de editora-chefe da Guardian Australia após dez anos à frente da publicação.
- Sob sua liderança, o Guardian Australia saiu de um início modesto para ser o quarto site de notícias mais lido do país, com audiência de 8,4 milhões.
- Taylor ingressou na organização em 2013 como editora política fundadora da operação australiana e assumiu a editoria-chefe em 2016.
- A redação, que conta com cerca de 140 profissionais, ampliou atuação em podcasts, vídeo e redes sociais; a edição já recebeu doze Walkley Awards.
- David Munk, editor sênior da Guardian no Reino Unido, ficará como interino enquanto a Guardian abre processo para a nomeação de uma nova editora; Katharine Viner elogiou a contribuição de Taylor.
Lenore Taylor renunciou ao cargo de editora-chefe da Guardian Australia após uma década à frente do veículo, encerrando um ciclo que transformou a organização iniciada como startup em uma das principais plataformas de notícias do país.
A jornalista que chegou à Guardian Australia em 2013 como editora política, na época da fundação, assumiu a cargo em 2016. A saída ocorre após 10 anos no comando, marcando o fim de uma era para a redação.
Sob a gestão de Taylor, a Guardian Australia ampliou alcance, podcasts, vídeos e presença nas redes. A redação hoje conta com 140 jornalistas em todo o país, apoiados por leitores e publicidade.
A organização acumula 12 Walkley Awards durante a liderança de Taylor, com reconhecimento em environmental, política, questões indígenas e jornalismo de opinião. A posição de liderança reflete mudanças estratégicas.
De acordo com o ranking Ipsos Iris, a Guardian Australia é a quarta site de notícias mais lido do país, com audiência única de 8,4 milhões, superando títulos tradicionais como Sydney Morning Herald, Age e Australian.
Taylor disse que ponderava a decisão há algum tempo, destacando o cansaço de uma função exigente, mas também a empolgação de novos desdobramentos. Ela recebeu elogios internos pela atuação.
David Munk, gerente editorial sênior da Guardian em Londres, ficará como editor interino enquanto a empresa abre processo para nomear o substituto. Munk já atuou como deputy editor da Guardian Australia.
A responsável pela direção da Guardian Australia destacou que o veículo está bem posicionado para evoluir como edição própria e parte integrante da operação global do Guardian. O anúncio reforça o foco em continuidade editorial.
Entre na conversa da comunidade