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Mauro Cid é autorizado pelo Exército a se afastar para a reserva

Comandante do Exército assina portaria que autoriza Mauro Cid a ir à reserva; publicação no Diário Oficial prevista para o dia 31

Mauro Cid, ex-assessor de Jair Bolsonaro, durante sessão no STF, em junho de 2025
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  • O tenente-coronel Mauro Cid foi autorizado a passar para a reserva pelo comandante do Exército, general Tomás Paiva, que assinou a portaria na noite de ontem.
  • A decisão será oficializada no dia trinta e um, quando costumam ser publicados no Diário Oficial da União as promoções dos militares e as passagens para a reserva.
  • Cid havia pedido, em agosto do ano passado, para ser incluído na cota compulsória de aposentadoria antes do prazo de trinta e cinco anos.
  • Ele já havia sido afastado de funções, foi condenado a dois anos em regime aberto pela participação na trama golpista e, atualmente, está em liberdade.
  • Cid utilizou tornozeleira eletrônica desde que fechou acordo de colaboração premiada com a Polícia Federal em dois mil e vinte e três; a tornozeleira foi retirada em audiência no STF em novembro do ano passado, tornando-o o primeiro condenado por tentativa de golpe a ficar livre.

Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro, foi autorizado pelo Comandante do Exército a ir para a reserva. A portaria que determina a cota compulsória foi assinada na noite de ontem pelo general Tomás Paiva.

A decisão deve ser formalizada no dia 31, quando são publicadas no Diário Oficial as promoções e as passagens para a reserva. O anúncio encerra um período de tensão envolvendo a retirada de Cid da ativa.

Contexto jurídico

Cid havia solicitado, em agosto do ano passado, a inclusão na cota compulsória, o que permitiria deixar a Força antes do prazo de 35 anos. Em 2023, ao assumir o Exército, Paiva chegou a sugerir o movimento, mas Cid preferiu permanecer na ativa.

Condenação e supervisão

O ex-ajudante de ordens foi condenado a dois anos em regime aberto pela participação na trama golpista, mas já está em liberdade. Ele passou meses preso e usou tornozeleira eletrônica após acordo de colaboração premiada com a PF, em 2023.

Retirada da tornozeleira

Em novembro do ano passado, Cid retirou a tornozeleira em audiência no STF, segundo adianta-o o andamento processual. Com a decisão, ficou o primeiro condenado por tentativa de golpe a ficar livre.

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