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Críticos da AUKUS dizem que venda de submarinos nucleares aos EUA é improvável

Relutância dos EUA em vender submarinos Virginia à Austrália aumenta incertezas sobre prazos, custos e controle sob o Aukus

US defence secretary Pete Hegseth and Australian defence minister Richard Marles in Washington DC in December. A new US congressional report explores the option of not delivering any Aukus nuclear submarines to Australia.
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  • A agência australiana de submarinos afirma que o Aukus avança “em ritmo acelerado” e dentro do cronograma, com a entrega de três submarinos Virginia à Austrália prevista.
  • Um relatório do Congressional Research Service dos EUA considera a possibilidade de não vender submarinos nucleares à Austrália, mantendo-os sob comando americano em bases australianas em caso de crise com a China.
  • O documento aponta que, em conflito, submarinos sob comando australiano não poderiam ser acionados de imediato, enquanto submarinos sob comando dos EUA, operados a partir de bases na Austrália, poderiam.
  • Críticos dizem que o acordo está desigual e que o relatório expõe a dominância dos EUA; ex-primeiro-ministro Malcolm Turnbull e o senador David Shoebridge criticam o andamento e o formato do acordo.
  • O ministro da defesa, Richard Marles, descreve o relatório como comentário e reafirma que Aukus segue em frente; a agência australiana de submarinos reforça o compromisso e o andamento do projeto.

O debate sobre o AUKUS ganhou fôlego após um relatório do Congresso dos EUA sugerir a possibilidade de o país não vender submarinos nucleares à Austrália, conforme o acordo. O material, produzido pela Congressional Research Service em janeiro, aponta cenários em que as submarinas ficariam sob comando americano, operando a partir de bases argentinas por questões estratégicas em caso de conflito com a China sobre Taiwan.

O acordo envolve Austrália, EUA e Reino Unido e prevê a entrega de submarinos Virginia-class à Austrália a partir de 2032. Líderes australianos reiteram que o AUKUS avança, mantendo o cronograma e o interesse estratégico dos três países. Pesquisadores defendem que há riscos de dependência e de controle dos recursos tecnológicos.

A defesa australiana afirma que o acordo permanece no eixo da parceria tripla e que investimentos industriais estão em curso para cumprir prazos, incluindo a transferência das primeiras unidades. Críticos, como o ex-primeiro ministro Malcolm Turnbull e o senador verde David Shoebridge, contestam a equação de poder e dizem que o tratado favorece claramente os EUA.

Contexto estratégico e críticas

Segundo o relatório, Estados Unidos discutiria uma divisão do trabalho que deixaria submarinos para venda sob controle americano. A matéria sustenta que, em crise com a China, submarinos sob comando dos EUA teriam prioridade, o que geraria dúvidas sobre a autonomia australiana.

Reações políticas internas

Marles, ministro da Defesa da Austrália, tratou o relatório como comentário e reiterou que o projeto segue em “velocidade total”. A equipe de comunicação da Autoridade de Submarinos da Austrália manteve que a parceria continua firme, com investimentos para atender prazos.

Perspectivas de construção naval

O relatório destaca a taxa de construção de submarinos Virginia pelos EUA, que tem ficado aquém da meta histórica, gerando acúmulo de encomendas não concluídas. A legislação federal condiciona a venda ao envio mínimo necessário para a frota norte-americana, complicando futuras entregas.

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