- O último acordo de controle de armamentos entre EUA e Rússia expirou na quinta-feira, deixando as duas potências sem limites oficiais para as suas ogivas nucleares.
- O acordo New START, assinado em dois mil dez e em vigor desde dois mil onze, limitava a mil quinhentas e cinquenta ogivas por país e previa mecanismos de verificação.
- O presidente americano defende um novo pacto que inclua a China; até o momento não há draft final aprovado por ambos os presidentes.
- Estimativas mostram a Rússia com cinco mil quinhentos e oitenta ogivas e os Estados Unidos com cinco mil duzentos e vinte e cinco; a China projeta chegar a mil e quinhentos até dois mil trinta e cinco.
- Houve sinal de retomada do diálogo militar entre Estados Unidos e Rússia e a disposição de discutir limites estratégicos, com críticas públicas a acordos anteriores.
O último acordo de controle de armas entre Rússia e Estados Unidos expirou na quinta-feira, abrindo um hiato sem limites para arsenais nucleares. O fim do New START deixa as duas maiores potências sem teto para seus armamentos pela primeira vez desde 1972. O tema terá impactos globais.
O governo dos EUA afirma que é possível buscar um novo acordo, incluindo a China. Entretanto, até o momento, não há acordo final com Beijing. A percepção é de que a negociação envolve, além de números, mecanismos de verificação e transparência.
O New START foi assinado em 2010 por Barack Obama e Dmitry Medvedev, entrou em vigor em 2011 e deveria viger por 15 anos. O tratado limitava em 1.550 o número de ogivas implantadas por cada país e previa verificação rigorosa.
Em 2023, Vladimir Putin sinalizou suspensão de participação devido ao apoio dos EUA à Ucrânia, mas Moscou disse cumprir os limites. Em 2025, Trump não aceitou extensão informal e optou por tentar um acordo novo. O desfecho ocorreu com a expiração formal.
Fontes militares indicaram interesse de manter diálogo militar entre EUA e Rússia, com a possibilidade de observar o acordo além da expiração, mesmo sem conclusão de um texto final. O tema é visto como essencial para estabilidade estratégica.
Analistas lembram que o universo nuclear mundial já inclui outras potências em ascensão. A China, por exemplo, projeta elevar seu arsenal de cerca de 600 ogivas para cerca de 1.500 até 2035. O quadro atual envolve também trilhas de tecnologia armamentista avançada.
Indícios indicam que Washington e Moscou buscariam, ainda, um acordo informal de observância temporária, sujeito à aprovação dos presidentes. A expectativa é reduzir riscos de erros de cálculo durante a transição até que haja um novo pacto.
Especialistas apontam que qualquer acordo futuro deverá enfrentar desafios, como novos sistemas de entrega hipersônica, armas nucleares submarinas e atividades no espaço. Assimetrias regionais também aparecem entre os países com armas nucleares.
Não há confirmação de participação formal da China em novas tratativas. Presidência e governo de várias nações acompanham o desenrolar, com impactos em políticas de defesa, alianças e estratégias de dissuasão. A evolução permanece em estágio de negociação.
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