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Anthropic afirma não poder permitir que o Pentágono remova checagens de IA

Anthropic diz que não cederá às exigências do Pentágono de remover checagens de segurança, sob ameaça de cancelamento do contrato de US$ 200 milhões

The Pentagon also threatened to deem the company a ‘supply chain risk’, a designation with serious financial implications.
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  • Anthropic disse que não pode, em boa consciência, atender à exigência do Pentágono de remover salvaguardas de Claude e dar acesso irrestrito ao uso militar.
  • O Departamento de Defesa ameaçou cancelar um contrato de 200 milhões de dólares e classificar a empresa como “risco da cadeia de suprimentos” se a exigência não fosse atendida até sexta-feira.
  • O chefe-executivo Dario Amodei afirmou que as pressões não vão mudar a posição da empresa e pediu que o Pentagon reconsiderasse.
  • A discórdia central é sobre como permitir o uso do Claude: o Pentágono quer fim das salvaguardas; a Anthropic defende limites para uso em vigilância em massa e em armas autônomas.
  • Caso o Pentágono avance com a classificação de “risco da cadeia de suprimentos”, isso impediria fornecedores que trabalham com o Exército dos EUA de usar os produtos da Anthropic.

Anthropic afirmou nesta quinta-feira que não pode, em boa consciência, atender a um pedido do Departamento de Defesa dos EUA para remover salvaguardas de segurança de seu modelo de IA e concedér ao uso militar sem restrições. A DoD ameaçou cancelar um contrato de 200 milhões de dólares e classificar a empresa como risco da cadeia de suprimentos caso a empresa não cumprisse até sexta-feira.

A disputa envolve o uso do modelo Claude pela defesa americana. A DoD quer que Anthropic desative as proteções de segurança e permita qualquer uso legal da IA, enquanto a empresa ressalta limites para evitar vigilância doméstica em massa e uso em sistemas autônomos de armas.

Dario Amodei, CEO da Anthropic, afirmou que as ameaças do secretário de Defesa, Pete Hegseth, não alterarão a posição da empresa e pediu que o governo reconsidere. Afirmou ainda que a preferência é manter a parceria com o DoD com as salvaguardas em vigor.

Segundo a empresa, o objetivo é manter a aplicação responsável da tecnologia para defesa, sem abrir mão de salvaguardas que evitam abusos. Amodei reiterou o compromisso de apoiar a segurança nacional dos Estados Unidos.

O contencioso começou meses atrás, com a DoD exigindo que Claude pudesse ser utilizado para qualquer finalidade legal, o que a Anthropic contesta. A empresa teme aplicações como vigilância em massa ou armas autônomas sem supervisão humana.

Hegseth teria dado prazo até a sexta-feira para a Anthropic concordar com as exigências ou enfrentar ações punitivas. A tensão entre o governo e a empresa é vista como um teste da postura da indústria de IA frente a usos controversos.

O episódio ocorre em meio a contratos de IA firmados entre o DoD e grandes empresas de tecnologia. Em julho do ano passado, Anthropic recebeu investimentos de até 200 milhões de dólares em contratos com o DoD, ao lado de Google e OpenAI.

A Anthropic já teve sua tecnologia utilizada em aplicações militares, segundo reportagens, o que tende a ampliar o debate sobre o papel da IA em operações de combate. A empresa afirma que busca manter o controle sobre o uso de Claude.

A divulgação também ressalta que, até esta semana, a Anthropic era a única empresa de IA com aprovação para uso em sistemas classificados do Exército. A xAI de Elon Musk firmou acordo semelhante para uso em sistemas classificados.

Autonomia de decisões e controle humano permanecem centrais na discussão entre Anthropic e o DoD. A empresa sustenta que permitir uso sem salvaguardas pode comprometer a segurança pública e violar normas éticas.

Especialistas veem o impasse como indicativo do desafio regulatório que envolve IA avançada. Enquanto governos buscam capacidades militares, empresas bilingues de tecnologia defendem limites que preservem responsabilidade.

Caso o DoD categorize Anthropic como risco da cadeia de suprimentos, o impacto seria significativo. A designação dificulta o uso de produtos da empresa por outros fornecedores que atendem ao setor militar dos EUA.

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