- A administração Trump planeja encontro com executivos dos maiores fornecedores de defesa no White House na sexta, para discutir acelerar a produção de armas.
- Participantes incluem Lockheed Martin e RTX (Raytheon) e outros fornecedores, em reunião privada.
- A reunião reforça a urgência em abastecer estoques de armas após operações recentes no Irã e uso de munições em conflitos, com queda dos estoques desde 2022.
- O governo trabalha em pedido orçamentário suplementar de cerca de $50 bilhões para repor armas usadas, com liberação possível ainda nesta sexta.
- A Raytheon firmou acordo para aumentar a produção de Tomahawk a até 1.000 unidades por ano; há pressão para priorizar produção sobre pagamentos a acionistas, com lista de contratantes com baixo desempenho e prazo de 15 dias para planos de melhoria.
O governo dos EUA pretende reunir executivos dos maiores contratados de defesa no Salão Oval, na Casa Branca, nesta sexta-feira. O objetivo é discutir o aceleramento da produção de armas para recompor estoques diante de operações recentes contra o Irã e outras frentes militares.
Participantes convidados incluem Lockheed Martin e a RTX, controladora da Raytheon, além de outros fornecedores estratégicos. As pessoas envolvidas, que pediram anonimato, afirmam que o encontro visa impulsionar a fabricação de munições e sistemas bélicos.
A reunião ocorre em meio a pressões do Pentágono por reforçar estoques após operações com mísseis Tomahawk, caças F-35 e drones de ataque de curto alcance. A pauta central seria aumentar a cadência de produção para atender demandas futuras.
Segundo apuração, o vice-secretário de Defesa, Steve Feinberg, lidera o trabalho no Pentágono sobre um pedido orçamentário suplementar, estimado em cerca de 50 bilhões de dólares, potencialmente liberado já nesta sexta. O montante priorizaria reposição de armas utilizadas em conflitos recentes.
Tomahawks e outras munições com maior alcance têm sido objeto de esforços de rampagem de produção. A RTX tem acordo com o Pentágono para elevar a produção de mísseis a até 1.000 unidades anuais, com compras previstas para 2026.
O governo tem intensificado a pressão sobre fabricantes para priorizar produção e reduzir pagamentos aos acionistas. Em janeiro, o presidente assinou ordem executiva para identificar contratos com desempenho abaixo do esperado, com eventual término.
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