- Irã intensificou o caos nos mercados de energia, com ataques a seis navios no Golfo Pérsico, incluindo dois em Basra e um cargueiro próximo aos Emirados Árabes, elevando o preço do petróleo acima de cem dólares.
- O regime iraniano mantém o fechamento do Estreito de Ormuz como ferramenta de pressão, em meio a ataques coordenados com o Hezbolá e ações contra Israel e vizinhos da região.
- A ofensiva militar dos Estados Unidos e de Israel começou em 28 de fevereiro; Donald Trump sugeriu que a guerra poderia terminar em breve, enquanto países discutem liberar reservas de petróleo para atenuar preços.
- O conflito já deixa cerca de 2.000 mortos e mais de 3,2 milhões de deslocados internamente no Irã; ataques também atingiram Kuwait, Dubai, Baréin e áreas da Arábia Saudita, com danos a uma base militar italiana em Erbil.
- Os três grandes objetivos de Trump — desmantelar o programa nuclear iraniano, eliminar a capacidade de mísseis e desfazer a rede de alianças regionais — ainda não foram alcançados, e informes de inteligência dos EUA indicam que Irã não está perto de colapsar.
Na sequência do ataque coordenado por Estados Unidos e Israel, o Irã intensificou as ações que já afetam o fluxo mundial de petróleo. A ofensiva começou no final de fevereiro e continua a gerar tensões no Golfo e no Oriente Médio. A estratégia iraniana envolve fechar parcialmente o Estreito de Ormuz para pressionar adversários.
Vários ataques atribuídos ao Irã atingiram navios mercantes no Golfo Pérsico, incluindo Portos de Basora e águas dos Emirados Árabes, além de um ataque à região de transferências entre navios. O regime iraniano afirma manter o Ormuz como ferramenta de pressão até encerrar a guerra econômica imposta.
A ofensiva ocorre em meio a respostas de Israel e dos EUA, que continuam operando sem atingir seus objetivos estratégicos declarados. Observadores apontam que o Irã busca prolongar o conflito para estabilizar sua posição regional diante de sanções e pressões políticas.
Impactos econômicos e geopolíticos
O preço do petróleo voltou a superar os 100 dólares o barril, refletindo incertezas ligadas ao tráfego no estreito. Diversos países responderam com medidas de contenção de preço e reservas estratégicas para mitigar impactos.
No terreno, a violência se manteve com ataques a bases militares, drones e ataques a alvos civis na região do Golfo e no sul do Cáucaso. As hostilidades também afetaram parte da infraestrutura de energia em áreas portuárias críticas.
Analistas ressaltam que o objetivo principal do Irã é sobreviver ao conflito e manter dissuasão, enquanto EUA e Israel buscam resultados que ainda não foram alcançados. A comunidade internacional acompanha o desdobramento com atenção às repercussões humanitárias.
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