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Demna tenta revitalizar a Gucci com novo apelo

Desfile de Demna no Gucci, em Milão, aposta em energia e ousadia para reacender relevância cultural e conter queda de vendas

The walk-of-shame vibe was a surprise considering that Demna had cited Botticelli’s early Renaissance paintings as an inspiration.
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  • Demna apresentou seu primeiro desfile da Gucci em Milão, buscando reacender a marca com energia, paixão, diversão e sexo.
  • As roupas foram curtas e justas, com detalhes chamativos, incluindo uma peça descrita como diamante G-string usada por uma modelo.
  • O designer disse que o objetivo é manter Gucci culturalmente relevante, conectando moda de rua com referências italianas clásicas, como Botticelli.
  • O evento ocorreu após uma divulgação anterior sugerindo inspiração na Renascença, com atmosfera de apresentação ousada e linguagem visual provocativa.
  • A repercussão incluiu impacto positivo inicial nas ações do grupo proprietário, a valorização de Gucci e o debate sobre o futuro criativo da casa.

Demna chegou a Milão para apresentar a Gucci com uma proposta que mistura sensualidade e choque visual. O stylistic run do novo creative director foi exibido em um desfile na tarde de sexta-feira, em frente a uma plateia que incluiu nomes como Donatella Versace e as socialites Paris e Nicky Hilton. O objetivo, segundo o próprio designer, é reconectar a marca com a cultura italiana e com uma energia mais ousada.

O show apresentou vestidos curtos e justos, com detalhes brilhantes, e acessórios vistosos que ampliaram o efeito teatral. Em meio à passarela, modelos também optaram por peças com volume e elementos de cenografia chamativos. A apresentadora Emily Ratajkowski chegou a ajustar discretamente algumas peças durante a passagem, segundo a imprensa internacional.

Demna afirmou, após o desfile, que sua visão para a Gucci não é corporativa nem convencional apenas, mas baseada em energia, paixão, diversão e sexo. Ele ressaltou que a marca pode manter relevância cultural ao dialogar com subculturas e contextos underground, sem depender do mainstream.

Antes do desfile, Demna havia dito que a inspiração vinha de Botticelli e do Renascimento italiano, destacando a tentativa de reposicionar a Gucci como parte da cultura italiana. O tom do evento, porém, contrastou com a referência artística ao misturar estética histórica com linguagem contemporânea.

A organização da Gucci manteve o clima de novidade ao entregar convites em caixas de veludo, sinalizando uma divulgação diferenciada. A estratégia envolve um afastamento de práticas tradicionais da casa, com Demna recebendo destaque quase autônomo na comunicação da apresentação.

A recepção de mercado trouxe otimismo moderado. A temporada anterior apresentou queda menor do esperado nas vendas da grife, gerando reação positiva na correção de perspectivas da controladora Kering. A performance recente afeta o humor do mercado e a avaliação de acionistas.

Historicamente, a Gucci teve fases de maior ousadia sob outros diretores criativos, com períodos de maior apelo cultural e de ruptura. A gestão atual enfrenta a necessidade de equilibrar inovação com resultados financeiros consistentes, sob escrutínio de varejistas e consumidores.

A audiência do show incluiu figuras da indústria e executivos do grupo Kering, que vêem na mudança de tom uma aposta para revitalizar uma marca-chave. A pergunta que fica é se o novo ciclo de Demna trará sustentabilidade comercial sem perder a identidade estética da casa.

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