- Exposição em Nova York reúne mais de 140 looks de Iris van Herpen, explorando a união entre vestuário, corpo e espaço, com tecnologia e natureza.
- A mostra, que já passou por Paris, Queensland, Cingapura e Roterdã, ficou a cargo do curador Matthew Yokobosky e inclui objetos de arte contemporânea, design e specimens naturais.
- Materiais inusitados, como detritos marinhos upcycled e fibras fermentadas, e técnicas como impressão 3D são usados para transformar o corpo e o ambiente.
- Em alguns looks, a natureza atua como parceira criativa, como o ensemble da coleção Sympoiesis feito com algas bioluminiscentes em colaboração com Chris Bellamy e a Universidade de Amsterdã.
- Van Herpen afirma que a mostra não é apenas de moda, mas um espaço onde as fronteiras entre vestido, corpo e ambiente começam a dissolver-se.
A exposição de Iris van Herpen no Brooklyn Museum reúne mais de 140 looks de haute couture criados pela estilista holandesa desde 2007. A mostra traz uma fusão entre arte, moda, natureza e tecnologia, com roupas que moldam o corpo e o espaço ao redor.
A curadoria, capitaneada por Matthew Yokobosky, teve que adaptar a seleção aos materiais de história natural disponíveis em cada venue. Por isso, peças reunidas no Brooklyn combinam obras de Van Herpen com objetos de museus parceiros, incluindo o American Museum of Natural History e o Yale Peabody Museum, além de peças do próprio acervo do Brooklyn.
O trajeto da mostra começou em Paris, no Musée des Arts Décoratifs, e passou por Queensland, Cingapura e Roterdã, antes de chegar às ruas de Nova York. Entre os elementos expostos, destacam-se trabalhos que exploram fractais e tesselações na concepção das peças, bem como materiais inusitados que vão desde resíduos marinhos reciclados até fibras fermentadas.
Interação entre moda e ciência
Algumas criações da série Sympoiesis foram desenvolvidas em parceria com o biodesigner Chris Bellamy e a Universidade de Amsterdam, usando 125 milhões de algas biolumentes vivas. A autora descreve o projeto como um dos seus mais desafiadores e pessoais, ao exigir uma relação simbiótica entre peça e ambiente.
A curadora ressalta que a mostra expande o diálogo entre couture e arte contemporânea, aproximando referências de artistas como James Turrell. O objetivo é apresentar a moda como linguagem integrada a ciência e à matemática, além de poesia e filosofia.
A instalação também contempla a recriação do ateliê de Van Herpen, que mapeia as influências que moldam seu trabalho. Entre elas estão tendências científicas, referências matemáticas e estudos sobre linguagem poética, segundo a proposta da curadoria.
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