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Chefe europeu da Fujitsu ligada ao escândalo de TI do Post Office deixa o cargo

Chefe europeu da Fujitsu deixa o cargo em março e assume cadeira não executiva no Reino Unido, mantendo atuação na resposta ao inquérito do Horizon durante a transição

Paul Patterson will continue to oversee Fujitsu’s response to the inquiry into the scandal.
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  • Paul Patterson, chefe europeu da Fujitsu, deixará o cargo em março e assumirá a presidência não executiva da operação britânica, coordenando a resposta à sindicância.
  • Ele representou a empresa na comissão pública e havia dito que a Fujitsu tinha obrigação moral de reparar danos aos subpostmasters atingidos por falhas do Horizon, com custo estimado de £1,8 bilhão aos cofres públicos.
  • Em depoimentos recentes, Patterson afirmou que a Fujitsu não é um “parasita” e que calculará o valor da reparação após o relatório final da investigação, conduzida por Sir Wyn Williams.
  • O inquérito já indicou que o escândalo pode ter contribuído para mais de 13 suicídios, e o governo informa que £1,33 bilhão já foi pago a mais de 10.000 vítimas.
  • A mudança faz parte do planejamento de sucessão da Fujitsu, segundo um porta-voz.

Paul Patterson, diretor executivo da divisão europeia da Fujitsu, deixará o cargo em março e passará a ocupar o cargo de presidente não executivo dos negócios da empresa no Reino Unido. A mudança faz parte de um plano de sucessão mais amplo.

Patterson representou a Fujitsu na comissão de inquérito pública que avaliou o escândalo Horizon, ligado ao Post Office. A empresa reconheceu, em declarações anteriores, uma obrigação moral de compensar as vítimas.

O inquérito, conduzido pelo juiz Sir Wyn Williams, ainda não divulgou o volume final de conclusões. O governo britânico estimou que mais de 1,3 bilhão de libras já foram pagas a mais de 10 mil vítimas.

A Fujitsu informou que a transição de Patterson faz parte do planejamento de sucessão em toda a organização. A empresa enfrenta questões sobre os custos totais de compensação e a responsabilidade pelas falhas do Horizon.

Segundo dados oficiais, estima-se que o custo total para o Tesouro chegue a aproximadamente 1,8 bilhão de libras. O período de apuração abrangeu anos de falhas no sistema de TI responsável pelas contas dos sub-postos envolvidos no caso.

Até o momento, o inquérito já revelou que o escândalo pode ter contribuído para mais de uma dúzia de suicídios. Patterson manteve a posição de que a Horizon continha bugs e falhas desde o início.

A Fujitsu ressaltou que a mudança de Patterson envolve apenas funções dentro da empresa, destacando que continuará conduzindo a resposta ao inquérito e as comunicações com as autoridades.

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