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Exxon e Chevron exigem garantias para investir novamente na Venezuela

Exxon Mobil e Chevron condicionam retorno à Venezuela a reformas fiscais, legais e democráticas, em meio a apelo de Trump por US$ 100 bilhões

Para os CEOs das petroleiras, reformas políticas e legais são necessárias para proteger os investimentos.
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  • Exxon Mobil e Chevron avaliam o convite de Trump para investir US$ 100 bilhões na retomada da indústria petrolífera da Venezuela, com abordagem cautelosa.
  • A Chevron planeja financiar atividades no país com caixa gerado por ativos existentes, visando até cinquenta por cento de aumento na produção sem usar o orçamento global de capital.
  • As empresas dizem que reformas políticas e legais são necessárias para proteger investimentos, e que novos projetos competiriam com outras oportunidades globais.
  • O Tesouro dos Estados Unidos emitiu uma licença geral, ampliando a capacidade de exportar, vender e refinar petróleo venezuelano, enquanto Maduro consolidava mudanças na lei de hidrocarbonetos.
  • A Exxon reconheceu mudanças fiscais e legais como passos positivos, mas destacou que ajustes levam tempo e que é preciso chegar a um ambiente mais estável e com maior participação democrática.

Exxon Mobil e Chevron avaliam com cautela a proposta de investir pesado na recuperação da indústria petrolífera da Venezuela, apesar do apelo de Donald Trump para canalizar US$ 100 bilhões ao setor. O movimento contrasta com a disciplina de gastos das companhias em Wall Street.

As duas operadoras destacam oportunidades de longo prazo na Venezuela, que detém grandes reservas, mas dizem que novos aportes dependem de reformas políticas e legais estáveis. Qualquer projeto precisaria competir com oportunidades ao redor do mundo.

A Chevron, hoje a única grande petroleira americana com operações no país, planeja usar caixa gerado de ativos existentes para expandir a produção em até 50%, sem recorrer ao orçamento de capital global. A decisão depende de estabilidade fiscal.

Os executivos ressaltam a necessidade de um ambiente de negócios previsível. A empresa também aponta que mudanças no regime fiscal precisam ser duradouras para justificar investimentos maiores no país.

Na semana, a Venezuela aprovou alterações na política de hidrocarbonetos para reduzir impostos e permitir maior participação de estrangeiros. O Tesouro dos EUA emitiu uma licença geral para ampliar exportação e refino de petróleo venezuelano, ainda sob sanções.

A Exxon, sob críticas de Trump por classificar o país como não investível, passou a elogiar gradual melhoria do regime legal e fiscal venezuelano, mas enfatiza que as mudanças levam tempo e exigem segurança jurídica para investimentos significativos.

Ainda é cedo para medir impactos. A Exxon avalia a possibilidade de maior participação no portfólio futuro, caso ganhe confiança no regime fiscal e na representação democrática. O contexto político continua em evolução.

A Chevron já produz cerca de 250 mil barris por dia com a PDVSA em joint ventures, respondendo por parte do fluxo de caixa da empresa. A meta de 50% de aumento dependerá de autorizações adicionais do Tesouro americano.

Analistas destacam que o petróleo venezuelano, pesado e de escoamento complexo, representa desafios de custos. A indústria busca soluções que tornem o investimento viável diante de condições regulatórias incertas.

No cenário atual, ações das duas companhias reagiram de modo distinto, refletindo ajustes de portfólio e foco em ativos de maior eficiência. O panorama regulatório venezuelano continua a influenciar decisões de investimentos.

Contexto adicional aponta que o governo venezuelano busca atrair capital estrangeiro com ajustes legais, enquanto as sanções americanas permanecem como entrave. Empresas reforçam necessidade de proteção jurídica para investimentos de longo prazo.

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