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Natura encerra venda da Avon Rússia e avança na simplificação operacional

Natura encerra venda da Avon na Rússia ao Grupo Arnest por €26,9 milhões, reforçando a simplificação societária e o foco na América Latina

Loja da Natura em shopping center em Brasília, Brasil
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  • Natura concluiu a venda das operações da Avon na Rússia para o Grupo Arnest por cerca de € 26,9 milhões, com pagamentos recebidos em 17 de fevereiro de 2026.
  • A operação é apresentada pela empresa como parte da simplificação corporativa e do foco no crescimento na América Latina.
  • no ano passado, a Natura já vendia a Avon Internacional em alguns países da América Central ao Grupo PDC por US$ 22 milhões, mantendo contrato de fornecimento para a Avon Card e licenciamento na região.
  • A Natura já se desfez de The Body Shop (vendida a Aurelius Investment por R$ 1,25 bilhão) e de Aesop (vendida à L’Oréal por US$ 2,5 bilhões).
  • Desde a aquisição da Avon, em 2019, a empresa buscou integrar operações globais, mas enfrentou dificuldades; agora aponta simplificação e retorno a modelos de venda porta a porta como opções futuras.

A Natura informou nesta quinta-feira (19) que concluiu a venda das operações da Avon na Rússia para o Grupo Arnest. O valor da transação é de cerca de 26,9 milhões de euros, e os recursos foram recebidos pela Natura em 17 de fevereiro de 2026. A operação encerra parte da estratégia de simplificação operacional da empresa.

Segundo a Natura, o negócio consolida o foco no crescimento da operação na América Latina e encerra a presença da Avon na Rússia, país onde as atividades estavam em andamento após aquisições anteriores. A decisão faz parte de uma agenda de ajuste estrutural da companhia.

A operação de venda já havia sido anunciada anteriormente pela Natura no ano passado, com foco em contornar dificuldades operacionais. Em 2025, a empresa avaliou a separação da Avon em relação à operação na América Latina, buscando duas empresas independentes de capital aberto.

Contexto e histórico de desinvestimentos

Em 2019, a Natura anunciou a aquisição da Avon, concluída apenas em 2021, após negociações que elevaram o grupo a um dos maiores no setor de cosméticos. O negócio enfrentou desafios de integração e de sinergia entre marcas adquiridas.

No decorrer de 2023, a Natura já havia vendido a The Body Shop, à Aurelius Investment, e a Aesop, para a L’Oréal. Esses desinvestimentos ajudaram a companhia a reequilibrar seu portfólio global e direcionar recursos para operações locais na região.

O grupo também já havia vendido operações da Avon em alguns países da América Central, por US$ 22 milhões, para o Grupo PDC. Mesmo com tais desinvestimentos, a Natura manteve contrato de fornecimento para a Avon Card e licenciamentos na região.

A estratégia de simplificação continua como objetivo central, com reformulações que incluem retorno a formatos de venda mais tradicionais, como porta a porta, em linhas de produtos selecionadas e mercados específicos.

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