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O bom problema da Nvidia, maior empresa do mundo

Nvidia afirma que a demanda por seus chips supera a capacidade de entrega, rejeita bolha e aponta expansão de data centers como próximo passo

Nvidia é pilar central da infraestrutura de inteligência artificial no mundo. (Antonio Bordunovi/Getty Images)
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  • Nvidia, a empresa mais valiosa do mundo, encerrou 2025 com valor de mercado próximo de US$ 5 trilhões, e hoje registra demanda por chips acima da capacidade de entrega.
  • No terceiro trimestre fiscal de 2026, a empresa teve receita de US$ 57 bilhões, alta de 62% frente ao ano anterior, com a divisão Data Center respondendo por US$ 51,2 bilhões (cerca de 89,8% das vendas).
  • A companhia projeta resultados fortes para o quarto trimestre fiscal de 2026, com expectativa de receita de US$ 65,6 bilhões e lucro por ação de US$ 1,52.
  • Para Marcio Aguiar, diretor da divisão Enterprise na América Latina, não há bolha: a demanda por computação está acima da capacidade de processamento, sinalizando uma fase de implementação em larga escala da IA.
  • No Brasil, a Nvidia atua desde 2010, com atuação em energia, educação, pesquisa, manufatura e finanças, e vê o país como polo estratégico para a expansão da infraestrutura de IA.

A Nvidia afirma que a demanda por chips supera a capacidade de entrega, descartando a ideia de uma bolha na IA. A empresa, que encerrou 2025 como a mais valiosa do mundo, diz enfrentar um dilema puramente operacional, não especulativo. A avaliação de mercado atingiu US$ 5 trilhões no fim de 2025.

Em 2025, as ações da Nvidia tiveram alta de cerca de 39%, superando o ganho do S&P 500, de 16,4%. Ainda assim, a volatilidade marcou o período: no meio do ano houve queda associada a tarifas, restrições à China e dúvidas sobre demanda, seguida de recuperação.

O ritmo atual da demanda, segundo Marcio Aguiar, diretor da divisão Enterprise na América Latina, está acima da capacidade de processamento da Nvidia. Ele aponta que o foco da companhia é acelerar entregas para sustentar o avanço em IA.

Dados operacionais e perspectivas

No terceiro trimestre fiscal de 2026, a receita totalizou US$ 57 bilhões, com ênfase na divisão Data Center, que representou US$ 51,2 bilhões (89,8% das vendas) e crescimento de 66% frente ao ano anterior. O volume recorde reforça a tendência de ampliação de infraestrutura.

Para o ano fiscal de 2025, a Nvidia registrou receita de US$ 130,5 bilhões, aumento de 114% ante 2024. O lucro por ação GAAP subiu 147% no mesmo intervalo, impulsionado pela expansão da demanda por GPUs.

A expectativa para o quarto trimestre fiscal de 2026, anunciada pela empresa, projeta receita de cerca de US$ 65,6 bilhões e lucro por ação de US$ 1,52. A carteira de clientes inclui grandes nomes que treinam e utilizam IA, como OpenAI, Amazon, Google e Microsoft.

Brasil como hub estratégico

A Nvidia atua no Brasil desde 2010, envolvendo setores de energia, educação, pesquisa, manufatura e saúde. A empresa opera por meio de parcerias e disponibiliza sua arquitetura via provedores de cloud, incluindo Amazon, Google, Microsoft e Oracle.

No país, a Nvidia registra mais de 125 mil pesquisadores capacitados em suas tecnologias e mais de 1.000 startups ligadas ao programa de aceleração. O Brasil é apontado como polo estratégico para expansão da infraestrutura de IA na região.

Formação e investimentos

Especialistas apontam a necessidade de formação contínua de profissionais para aplicar IA nos negócios. Aguiar afirma que investimentos em IA devem ser de longo prazo para manter a competitividade.

Para a Nvidia, o desafio é entregar mais rápido. A empresa vê a transição da fase de testes para a implementação em larga escala como a próxima etapa da expansão de IA, no Brasil e no mundo.

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