- O CK Group, controlado pela família Li Ka-shing, venderá a UK Power Networks (UKPN) para a Engie por 10,5 bilhões de libras (cerca de US$ 14,2 bilhões).
- A Engie financiará a operação com combinação de capital próprio e dívida, com conclusão prevista até meados de 2026, sujeita a aprovações regulatórias.
- A UKPN atende cerca de 8,5 milhões de clientes em Londres e nas regiões Sudeste e Leste da Inglaterra.
- O CK Group detém 40% da UKPN via CK Infrastructure Holdings e Power Assets Holdings, 20% pela CK Asset Holdings.
- A venda ocorre em meio a movimentos de portos sob escrutínio regulatório, com ações ligadas ao CK Group reagindo positivamente à notícia.
A Engie vai financiar a aquisição da UK Power Networks (UKPN) em uma operação avaliada em cerca de US$ 14 bilhões. O acordo envolve o CK Group, controlado pela família de Li Ka-shing, e a Engie, com fechamento previsto para meados de 2026, sujeito a aprovações regulatórias. A UKPN é a maior distribuidora de eletricidade do Reino Unido.
As empresas CK Infrastructure Holdings, Power Assets Holdings e CK Asset Holdings planejam vender a UKPN por 10,5 bilhões de libras. Cada uma das duas primeiras detenha 40% da empresa, enquanto a CK Asset possui 20%. A Engie financiará a transação com capital próprio e dívida.
A aquisição amplia a presença da Engie no Reino Unido, tornando o país o segundo maior mercado da empresa, atrás da França. A operação é vista como estratégica para atender a demanda de energia impulsionada por data centers e pela transição para veículos elétricos.
A UKPN atende 8,5 milhões de clientes em Londres e nas regiões Sudeste e Leste. A CK Group informou que a venda monetiza o investimento com ganho contábil e geração de caixa para novos investimentos. O grupo já detinha a UKPN desde 2010.
Detalhes da operação
Victor Li, presidente do conselho da CK Hutchison, enfatizou que o CK Group manterá oportunidades de investimento em setores regulados e contratos de longo prazo, incluindo o Reino Unido. A notícia afetou as ações ligadas ao CK Group em Hong Kong, com ganhos de 3% a 5% no fechamento.
A Engie vê na transação uma oportunidade de reforçar sua atuação em infraestruturas reguladas de redes elétricas, que são consideradas centrais para a segurança energética e a flexibilidade do sistema elétrico. A conclusão da operação depende de aprovações regulatórias e de condições de mercado.
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