- Nelson Peltz venceu a guerra de lances pela Janus Henderson, pagando cerca de US$ 8 bilhões (US$ 52 por ação) pela gestora de ativos de US$ 493 bilhões.
- O plano é usar IA para automatizar processos, reduzir custos e acelerar a criação de fundos na Janus Henderson, com participação da General Catalyst.
- A Percepta, criada para transformar fluxos de trabalho com IA, fará parte do esforço para modernizar o middle-office e o back-office da empresa.
- A vitória da Trian ocorreu após a oferta da Victory Capital, que acabou desistindo; a Janus Henderson havia sido alvo de disputas entre concorrentes.
- O desafio é grande: integrar IA e reformulações internas levará tempo e dinheiro, segundo pessoas familiarizadas com o assunto, mesmo com Dibadj como CEO desde 2022.
Nelson Peltz fechou a compra da Janus Henderson por cerca de US$ 8 bilhões, pagação de US$ 52 por ação, superando o preço de mercado na época. A operação consolidou o investidor ativista como controlador da gestora de ativos de US$ 493 bilhões, após anos de aproximação.
A estratégia anunciada envolve o uso de inteligência artificial para reduzir custos, simplificar processos e acelerar a criação de produtos. A Trian Fund Management dará o aval inicial, com a parceria da General Catalyst, veículo de investimento em tecnologia.
A General Catalyst já investe em IA há anos e lançou a Percepta, empresa que reúne pesquisadores, engenheiros e gerentes de produto para transformar fluxos de trabalho com IA. A expectativa é levar essa expertise para a Janus Henderson.
Segundo fontes, a Janus Henderson já utiliza ferramentas de IA de forma incipiente e pretende ampliar o uso da tecnologia da Percepta para agilizar fundos e operações de middle e back office. O objetivo é atender demandas de investidores com maior velocidade.
A janela de implementação envolve mudanças profundas nos processos internos, que podem exigir investimentos significativos e contratação de talentos em várias áreas. O foco é modernizar áreas administrativas sem comprometer a segurança operacional.
Contexto recente aponta que a Victory Capital Holdings — concorrente de menor expressão — chegou a apresentar oferta em fevereiro e negociou com o conselho da Janus. A iniciativa foi rejeitada pela Trian e pela própria gestora.
Até o momento, a Victory não fechou o acordo, e a Janus Henderson informou aos acionistas para considerar a proposta da Trian. A seleção final, no entanto, ficou com Peltz, que já vinha atuando pela reorganização da empresa.
A integração da IA no plano estratégico, segundo pessoas próximas, poderá levar tempo e exigir paciência, além de fontes de financiamento adicionais. Com isso, a transformação de uma gestora de grande porte não deve ocorrer de imediato.
Peltz adotou mudanças na gestão da Janus Henderson ao longo do tempo, incluindo a nomeação de Ali Dibadj como CEO em 2022, o que ajudou a recuperação de clientes e a solução de entraves internos. Agora, a meta é acelerar a modernização.
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