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Eve analisa a desaceleração da demanda e seus impactos

EVE reduz projeção de demanda global de eVTOL para até 30 mil aeronaves em vinte anos e adiamento da certificação para 2028

Protótipo do eVTOL da brasileira: expectativa de certificação em 2028. (Foto: Empresa/Divulgação)
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  • A Eve, empresa de eVTOL controlada pela Embraer, reduziu a projeção de demanda global para até 30 mil aeronaves em 20 anos, em 800 cidades ao redor do mundo.
  • A estimativa anterior para o setor chegava a mais de 50 mil unidades no mesmo período.
  • O diretor de relações com investidores, Lucio Aldworth, afirmou que, ao conversar com clientes, a demanda tem se acomodado conforme o mercado amadurece.
  • O cronograma de certificação da Eve foi adiado de 2026 para 2027 e, hoje, está previsto para 2028.
  • A notícia integra a seção de “No radar dos mercados” da Bloomberg Línea, com destaques sobre ações globais, tráfego marítimo e medidas de austeridade na China.

Nos últimos anos, o mercado de eVTOL ganhou fôlego com o impulso de descarbonização, mas o cenário de demanda tem mostrado sinais de acomodação. A Eve, destacada no segmento, projeta demanda global de até 30 mil aeronaves em 20 anos, em 800 cidades, segundo o diretor de relações com investidores, Lucio Aldworth. Anteriormente, estimativas do setor chegavam a mais de 50 mil unidades.

A empresa, controlada pela Embraer, ajustou expectativas de certificação: de 2026, passou para 2027, e agora mira 2028. A readequação reflete conversas com clientes e a percepção de como a demanda deve se estruturar no longo prazo, segundo o executivo.

A Eve trabalha para ampliar solidez diante de vols futuros do mercado. O objetivo é manter a competitividade enquanto observa a desaceleração da demanda por veículos de pouso e decolagem vertical que, até então, recebiam forte interesse de investidores e clientes corporativos.

Cenário global de mercados

Uma onda de venda de ações atingiu os mercados globais nesta terça-feira, 23, com nervosismo em relação a ações de tecnologia em alta e avaliações elevadas. Em paralelo, as atenções se voltaram a movimentos de dívida, tráfego marítimo e medidas fiscais na Ásia.

IG4 declarou disponibilidade de capital para comprar a dívida da Raízen, buscando ampliar participação na produtora de açúcar e etanol para 50,1%. A operação pode impactar o setor agroindustrial e de energia no curto prazo.

No fronte marítimo, mais navios sinalizam a intenção de transitar o Estreito de Ormuz, sinalizando confiança de armadores e comerciantes diante de mudanças geopolíticas entre EUA e Irã. A transmissão de fluxos comerciais pode sofrer ajustes conforme cenário regional.

Na China, o governo adotou medidas de austeridade, reduzindo pela primeira vez em mais de dois anos o déficit fiscal acumulado. Nos primeiros cinco meses, o déficit total dos maiores orçamentos do país recuou 4,1% frente ao mesmo período de 2025, mantendo o aperto fiscal vigente.

Notas adicionais: para quem acompanha os mercados, há matéria completa com detalhes sobre os indicadores e variáveis que orientaram as decisões de investimento. A agenda de hoje contempla eventos e dados relevantes ao redor do mundo, com foco em economia e estratégias setoriais.

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