No quarto andar da sede do Executivo, a “UPA” do Planalto, ou “Unidade Padilhando de Atendimento”, é o gabinete do ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha. Ele comanda a articulação política do governo de Luiz Inácio Lula da Silva e, nos últimos seis meses, o portal O GLOBO acompanhou a rotina de autoridades em Brasília. […]
No quarto andar da sede do Executivo, a “UPA” do Planalto, ou “Unidade Padilhando de Atendimento”, é o gabinete do ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha. Ele comanda a articulação política do governo de Luiz Inácio Lula da Silva e, nos últimos seis meses, o portal O GLOBO acompanhou a rotina de autoridades em Brasília. O primeiro vídeo da série destaca a sala do ministro Gilmar Mendes, um local de grande movimentação no Supremo Tribunal Federal (STF).
O cargo de Padilha é estratégico, pois ele está em constante negociação com o Congresso, especialmente com partidos do Centrão. De seu gabinete, são feitos acertos para a liberação de emendas e cargos, essenciais para a relação do Planalto com o Legislativo. As primeiras horas da manhã de terça-feira são marcadas por um fluxo intenso de deputados, senadores e prefeitos que aguardam para serem atendidos. A equipe de assessores monitora esse movimento, coordenando as demandas que chegam ao gabinete.
Padilha mantém a maioria de seus compromissos em seu gabinete, o que lhe permite estar próximo do presidente. Ele conta com a ajuda de Vitor Quarenta, seu assessor, que gerencia informações e comunicações. Uma vez por semana, a equipe se reúne para alinhar as atividades, e o ministro acredita que as conversas mais produtivas ocorrem à noite, quando as pessoas estão mais à vontade para discutir acordos.
A rotina de trabalho é intensa, com expediente que se estende até a meia-noite. Padilha, que já ocupou a mesma pasta anteriormente, enfrenta desafios diferentes nesta gestão, especialmente após a deterioração das relações com o presidente da Câmara, Arthur Lira. Contudo, ele se mostra otimista com a relação com Hugo Motta, potencial sucessor de Lira, o que pode facilitar a agenda do governo em 2025. O gabinete de Padilha, que agora exibe referências ao Corinthians, reflete uma nova fase em comparação ao período de Jair Bolsonaro, quando o espaço era decorado com símbolos da ditadura.
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