A naturalidade com que sociedades das grandes economias aceitam o que pode ser o fim das democracias, herdadas das revoluções Francesa e Americana, é alarmante. A falha do “apaziguamento” do Acordo de Munique, na década de 1930, desarmou a resistência ao nazismo, resultando em milhões de mortes durante o Holocausto e conflitos globais. Umberto Eco, […]
A naturalidade com que sociedades das grandes economias aceitam o que pode ser o fim das democracias, herdadas das revoluções Francesa e Americana, é alarmante. A falha do “apaziguamento” do Acordo de Munique, na década de 1930, desarmou a resistência ao nazismo, resultando em milhões de mortes durante o Holocausto e conflitos globais. Umberto Eco, em 1998, já alertava sobre a ascensão de um novo projeto fascista, que poderia transformar os Estados ricos em monopólios políticos, promovendo um globalismo que uniformiza cultura e política por meio de mentiras.
A colaboração entre o Estado americano e figuras como Mark Zuckerberg e Elon Musk sugere a formação de uma Internacional Protofascista, que rejeita a modernidade e promove uma visão de mundo onde a vida é uma luta pelo autoaniquilamento. Este novo Estado globalista busca reorganizar o pacto imperial-colonial, controlando a opinião pública e utilizando a força militar de forma subsidiária. O sistema se sustenta no servilismo voluntário dos mais explorados, que são marginalizados pela miséria e pela exclusão da normalidade capitalista.
Estamos em um momento que pode ser considerado final para um ciclo histórico, onde o termo “decisivo” perde seu significado. A história pode nos levar a um futuro incerto e possivelmente pior do que o atual. Exemplos de resistência, como os de George Steiner e Aleksander Wat, mostram que a consciência humana pode se rebelar mesmo em situações desesperadoras. A luta contra o fascismo e a construção de um povo universal consciente dos desafios contemporâneos, como a transição climática e desigualdades sociais, são essenciais para enfrentar essa ameaça.
As ideias de luta contra o fascismo estão sendo bloqueadas por algoritmos que alimentam o irracionalismo e o ódio. Vencer essa batalha implica formar novas frentes políticas para isolar o fascismo e qualquer forma de ditadura, seja civil ou militar. A construção de um povo consciente e unido é fundamental para enfrentar os desafios impostos pelos países mais ricos e suas políticas opressivas.
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