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Policiais civis do DF invadem residência e causam pânico em família durante abordagem

- Maciel Yuri Araújo Ribeiro e sua família sofreram abordagem violenta de policiais. - Policiais invadiram a casa sem mandado, causando medo e danos materiais. - A ação foi considerada um engano, mas não houve identificação dos agentes. - A defesa de Maciel busca reparação por abuso de autoridade e danos morais. - O caso destaca a tensão entre a população e a Polícia Civil do DF em Planaltina.

Na tarde de terça-feira, 14 de janeiro, Maciel Yuri Araújo Ribeiro, de 29 anos, vivenciou um momento de terror em sua residência, localizada próximo ao condomínio Quintas do Amanhecer, em Planaltina. Ele estava com seu filho e sobrinhos quando ouviu gritos e disparos. Homens armados, que se identificaram posteriormente como policiais civis, invadiram sua casa […]

Na tarde de terça-feira, 14 de janeiro, Maciel Yuri Araújo Ribeiro, de 29 anos, vivenciou um momento de terror em sua residência, localizada próximo ao condomínio Quintas do Amanhecer, em Planaltina. Ele estava com seu filho e sobrinhos quando ouviu gritos e disparos. Homens armados, que se identificaram posteriormente como policiais civis, invadiram sua casa sem apresentar documentos ou mandados, causando pânico entre os moradores. Maciel, acreditando que se tratava de um assalto, empurrou as crianças para dentro e tentou proteger sua mãe.

Os policiais, que chegaram atirando e gritando, arrombaram o portão e revistaram a casa, ordenando que todos se deitassem no chão. Maciel relatou que sua mãe ficou apenas de sutiã enquanto uma arma era apontada para ela. Ele tentou alertar os agentes sobre a presença de crianças, mas foi ignorado. Após a abordagem, os policiais alegaram que tudo não passava de um engano, mas não explicaram o motivo da ação, que envolveu cerca de 15 agentes da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF).

A situação se agravou quando Maciel questionou um dos policiais sobre a perseguição, que respondeu que o jovem era “parecido” com um suspeito. A defesa de Maciel, que inclui os advogados Patrícia Guimarães e Roberto Migliavacca, argumenta que houve abuso de autoridade e invasão arbitrária de domicílio. Eles já solicitaram uma investigação junto à corregedoria da PCDF e planejam processar o Estado por danos morais e materiais.

Maciel expressou seu descontentamento e medo após o ocorrido, afirmando que não se esconderá e que a polícia deve protegê-lo, não ameaçá-lo. A PCDF foi contatada para esclarecer os fatos, mas não respondeu até a última atualização da reportagem. O caso levanta preocupações sobre a conduta policial e a segurança dos cidadãos em situações de abordagem.

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