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Crescimento da Ride pressiona saúde pública e gera superlotação no Hmib

- A governadora em exercício, Celina Leão, destaca a pressão na saúde pública. - UTI Neonatal do Hospital Materno Infantil de Brasília está superlotada. - Documentos internos alertam sobre risco à vida de recém-nascidos internados. - Déficit de 36 médicos agrava a situação crítica da assistência neonatal. - Aumento de infecções por germes multirresistentes compromete a qualidade do atendimento.

A governadora em exercício do Distrito Federal, Celina Leão (PP), destacou em entrevista que o crescimento da Região Integrada de Desenvolvimento do DF e Entorno (Ride) está estrangulando a rede pública de saúde. Ela revelou que, dos 40 mil partos realizados anualmente na capital, quase 50% são de pacientes do Entorno, com alguns hospitais chegando […]

A governadora em exercício do Distrito Federal, Celina Leão (PP), destacou em entrevista que o crescimento da Região Integrada de Desenvolvimento do DF e Entorno (Ride) está estrangulando a rede pública de saúde. Ela revelou que, dos 40 mil partos realizados anualmente na capital, quase 50% são de pacientes do Entorno, com alguns hospitais chegando a 70% de partos de fora. Celina também mencionou que, apesar da inauguração de um hospital em Valparaíso, este não possui maternidade, forçando a referência de casos para o Hospital Materno Infantil de Brasília (Hmib).

Documentos internos do Hmib indicam que a UTI Neonatal está superlotada, com 28 bebês internados em uma unidade com 25 leitos. A situação é crítica, com um despacho alertando que a vida dos recém-nascidos está em risco devido à superlotação e à insuficiência de profissionais. A governadora informou que a Secretaria de Saúde está planejando a reposição de médicos, já que há um déficit de 36 profissionais na unidade.

Os servidores do Hmib relataram que a qualidade do atendimento está comprometida, resultando em um aumento de infecções por germes multirresistentes. Um profissional, que pediu anonimato, afirmou que a alta demanda e as condições de trabalho têm levado ao aumento de afastamentos e à exaustão da equipe. Os plantões noturnos, por exemplo, têm sido realizados com apenas três médicos, quando o ideal seria cinco.

A Secretaria de Saúde do DF reconheceu que o Hmib é referência em partos de alto risco e que a ocupação está em 100% devido ao aumento da demanda. A pasta afirmou que está trabalhando para recompor a força de trabalho e que a equipe do hospital está comprometida em manter a excelência no atendimento, apesar das dificuldades enfrentadas. A secretaria não respondeu sobre a quantidade de bebês infectados por germes multirresistentes até o fechamento da matéria.

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