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Funcionária descobre celular com câmera escondida no banheiro da empresa em Luziânia

- Funcionária encontrou celular com câmera ligada em banheiro unissex em Luziânia. - Dono do celular, um jovem de 27 anos, alegou querer flagrar uso de drogas. - Ele foi autuado por gravar sem consentimento e liberado após assinar TCO. - Polícia Civil solicitou autorização judicial para analisar imagens do aparelho. - Empresa oferece apoio psicológico à vítima e não descontará salário.

Uma funcionária de uma empresa em Luziânia (GO) encontrou um celular com a câmera ligada dentro do banheiro da empresa na última terça-feira, 21 de janeiro, por volta das 18h. O aparelho estava escondido em papelão e posicionado em direção ao vaso sanitário. A mulher, de 40 anos, percebeu o celular após ouvir música saindo […]

Uma funcionária de uma empresa em Luziânia (GO) encontrou um celular com a câmera ligada dentro do banheiro da empresa na última terça-feira, 21 de janeiro, por volta das 18h. O aparelho estava escondido em papelão e posicionado em direção ao vaso sanitário. A mulher, de 40 anos, percebeu o celular após ouvir música saindo dos fones de ouvido conectados a ele. Assustada, ela acionou o supervisor, que chamou a Polícia Militar.

O celular pertencia a um colega de trabalho, um homem de 27 anos, que foi levado à delegacia e liberado após assinar um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO). Ele justificou sua ação alegando que pretendia flagrar o uso de drogas por colegas. A Polícia Civil de Goiás (PCGO) investiga o caso, que envolve a gravação não autorizada de imagens íntimas, um crime considerado de menor potencial ofensivo.

A polícia informou que o banheiro era unissex e questionou o suspeito sobre sua consciência de que mulheres também utilizavam o espaço. O homem confirmou saber disso, mas não explicou por que a câmera estava direcionada ao vaso sanitário. O delegado Lucas Soares afirmou que o celular estava camuflado, mas não tão exposto quanto nas fotos divulgadas após a remoção da camuflagem.

A empresa onde ocorreu o incidente está prestando apoio psicológico à vítima e garantiu que ela foi liberada do trabalho sem desconto de salário. A PCGO solicitou à Justiça a quebra de sigilo do aparelho para verificar se houve uso em outros crimes.

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