A Agricultura 4.0 tem ganhado destaque no Distrito Federal, posicionando a região como uma das que mais investem em tecnologias para a produção rural. Essa abordagem utiliza ferramentas como drones, satélites e inteligência artificial, que permitem uma gestão mais precisa das plantações. Segundo Sebastião Pedro da Silva, chefe-geral da Embrapa Cerrados, essas inovações possibilitam a […]
A Agricultura 4.0 tem ganhado destaque no Distrito Federal, posicionando a região como uma das que mais investem em tecnologias para a produção rural. Essa abordagem utiliza ferramentas como drones, satélites e inteligência artificial, que permitem uma gestão mais precisa das plantações. Segundo Sebastião Pedro da Silva, chefe-geral da Embrapa Cerrados, essas inovações possibilitam a economia de insumos, como fertilizantes e herbicidas, otimizando os custos e aumentando a produtividade.
Os resultados já são visíveis, com a safra 2024/2025 prevista para superar a anterior. A produção de feijão deve aumentar em 12,9%, enquanto a de soja crescerá 6,1%, conforme dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). A engenheira agrônoma Adriana Nascimento destaca o uso de sistemas de irrigação automatizados e drones para monitoramento e controle de doenças, evidenciando a eficiência das práticas tecnológicas no cultivo de hortaliças e fruteiras.
José Guilherme Brenner, produtor rural, ressalta que a adoção de tecnologias é constante entre os agricultores do DF, que utilizam sistemas de agricultura de precisão para melhorar a qualidade do solo e a eficiência no uso de insumos. No entanto, ele aponta a baixa qualificação dos operadores e a conectividade limitada em áreas rurais como desafios para a expansão dessas tecnologias. Apesar disso, mais da metade dos associados da Coopa-DF já utiliza, em alguma medida, ferramentas de agricultura de precisão.
A criação do Laboratório Agro 4.0 em parceria com a Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI) e o Instituto Federal de Brasília (IFB), com investimento de R$ 3,5 milhões, visa impulsionar a inovação no setor. O laboratório oferecerá cursos e treinamentos, além de equipamentos avançados para análise de solo e desenvolvimento de soluções agrícolas. Nilton Cometti, diretor-geral do IFB, enfatiza a importância da formação de profissionais qualificados para operar as novas tecnologias, que devem chegar em breve ao laboratório.
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