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Advogada é presa por atuar como intermediária do tráfico na Papuda durante operação policial

- Iane Caroline Maciel de Luna foi presa por intermediar comunicações criminosas. - A Operação Parlor desarticulou uma associação de tráfico em Ceilândia. - Iane já havia sido detida na Operação Cravante por apoiar facções criminosas. - Ela facilitava ligações de traficantes, simulando comunicação com presidiários. - As investigações revelam um grave abalo à ordem pública no sistema penitenciário.

Uma advogada do Distrito Federal, Iane Caroline Maciel de Luna, foi presa durante a Operação Parlor, realizada pela Força Integrada de Combate ao Crime Organizado no Distrito Federal (Ficco-DF). Ela é acusada de intermediar comunicações entre presidiários e criminosos, utilizando o método conhecido como “leva e traz”, o que favorecia o tráfico de drogas. A […]

Uma advogada do Distrito Federal, Iane Caroline Maciel de Luna, foi presa durante a Operação Parlor, realizada pela Força Integrada de Combate ao Crime Organizado no Distrito Federal (Ficco-DF). Ela é acusada de intermediar comunicações entre presidiários e criminosos, utilizando o método conhecido como “leva e traz”, o que favorecia o tráfico de drogas. A operação resultou no cumprimento de cinco mandados de prisão preventiva expedidos pela 1ª Vara de Entorpecentes do DF.

Iane já havia sido detida anteriormente na Operação Cravante, em outubro do ano passado, que visava desarticular um esquema de apoio a um líder de facção criminosa. Naquela ocasião, ela e outros advogados foram investigados por facilitar a comunicação de um chefe do Bonde do Maluco (BDM) com o mundo exterior, atuando fora dos limites da ética profissional. As investigações revelaram que a advogada atuava como uma espécie de “telefonista”, permitindo que detentos realizassem ligações e enviassem mensagens.

As apurações da Ficco-DF indicam que um dos membros da organização criminosa, mesmo preso, continuava a dar ordens a outros integrantes, contando com a ajuda de Iane para repassar informações. Essa colaboração foi considerada um “grave abalo à ordem pública”. Além disso, a advogada também é acusada de permitir extorsões contra detentos que estavam em dívida com traficantes.

As prisões ocorreram em Ceilândia e Águas Lindas (GO), e as investigações continuam a se desdobrar a partir da Operação Cravate, que visa combater a atuação de advogados que facilitam a comunicação de presos com o exterior. A situação levanta preocupações sobre a integridade do sistema penitenciário e a atuação de profissionais da advocacia em atividades ilícitas.

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