Durante a cerimônia em homenagem ao Dia Nacional da Visibilidade Trans, realizada na tarde desta segunda-feira (27), o Ministério da Saúde lançou uma edição especial da Revista Epidemiologia e Serviços de Saúde, celebrando os 20 anos da Visibilidade Trans no Brasil. O evento ocorreu no Ministério de Cidadania e Direitos Humanos e contou com a […]
Durante a cerimônia em homenagem ao Dia Nacional da Visibilidade Trans, realizada na tarde desta segunda-feira (27), o Ministério da Saúde lançou uma edição especial da Revista Epidemiologia e Serviços de Saúde, celebrando os 20 anos da Visibilidade Trans no Brasil. O evento ocorreu no Ministério de Cidadania e Direitos Humanos e contou com a presença de diversas autoridades, incluindo a ministra dos Direitos Humanos e da Cidadania, Macaé Evaristo. A diretora de Programa do ministério, Flávia Teixeira, destacou a importância da revista como um marco na produção científica e na formulação de políticas públicas baseadas em evidências.
Outro ponto relevante foi a tradução da Classificação Internacional de Doenças (CID-11) da Organização Mundial da Saúde (OMS), que substitui a classificação da transexualidade como transtorno psíquico, alinhando-se ao discurso de despatologização das identidades trans. Flávia Teixeira afirmou que essa mudança representa um avanço significativo, sendo a única versão em português e refletindo o compromisso do Ministério da Saúde com os direitos humanos da população LGBTQIA+.
O número especial da revista traz trinta artigos, com a participação de autores e autoras trans, abordando temas como acesso à saúde, prevenção de IST e HIV/aids, saúde mental e vulnerabilidades sociais. A publicação destaca a pluralidade das regiões brasileiras e as diferentes metodologias utilizadas nas pesquisas, enfatizando a importância da saúde na conquista de direitos para a população trans.
A nova CID-11, que substitui o termo “disforia de gênero” por “incongruência de gênero”, foi desenvolvida em colaboração com a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) e países lusófonos, visando uma abordagem mais inclusiva e humanizada. Essa mudança é um passo importante para reduzir estigmas e preconceitos, promovendo o acesso equitativo a cuidados de saúde para populações historicamente marginalizadas.
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