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Vereador de Caxias do Sul oferece carro como indenização após ofensas a baianos

- O vereador Sandro Fantinel enfrenta processo por danos morais de R$ 200 mil. - Ele propôs acordo de R$ 20 mil, oferecendo um carro como compensação. - A proposta foi rejeitada pelo Ministério Público Federal e entidades sociais. - Fantinel declarou bens de R$ 116 mil, contradizendo sua alegação de falta de recursos. - Suas declarações preconceituosas geraram indignação e repercussão negativa.

O vereador de Caxias do Sul (RS), Sandro Fantinel (PL), está respondendo a um processo por danos morais que ultrapassa R$ 200 mil, devido a declarações preconceituosas sobre cidadãos baianos. Em uma tentativa de acordo, ele ofereceu um veículo Palio 2008, avaliado em R$ 19 mil, que representa apenas 10% do valor solicitado pelo Ministério […]

O vereador de Caxias do Sul (RS), Sandro Fantinel (PL), está respondendo a um processo por danos morais que ultrapassa R$ 200 mil, devido a declarações preconceituosas sobre cidadãos baianos. Em uma tentativa de acordo, ele ofereceu um veículo Palio 2008, avaliado em R$ 19 mil, que representa apenas 10% do valor solicitado pelo Ministério Público Federal (MPF). A audiência de conciliação ocorreu por videochamada no dia 29 de janeiro e foi rejeitada pelas entidades sociais envolvidas.

Fantinel alegou não ter recursos suficientes para o acordo, mas, em sua declaração de bens para as eleições de 2024, informou possuir R$ 116 mil em bens, um aumento significativo em relação aos R$ 13 mil declarados anteriormente. O vereador também se dispôs a viajar até a Bahia para pedir desculpas ao governo estadual. O valor da indenização será destinado ao Fundo de Direitos Difusos, que financia projetos sociais.

Durante suas declarações, Fantinel criticou a percepção negativa sobre empresários e fez comentários depreciativos sobre os baianos, sugerindo que agricultores deveriam contratar argentinos para a colheita de uvas, afirmando que esses trabalhadores são mais eficientes. Ele fez afirmações que reforçam estereótipos negativos, como a ideia de que os baianos estão mais interessados em festas do que em trabalho.

A defesa do vereador foi contatada, mas não respondeu até o fechamento da matéria. O caso gerou repercussão e levantou questões sobre preconceito e responsabilidade social, com o MPF e as entidades sociais buscando justiça em nome dos cidadãos ofendidos.

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