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Paciente sofre necrose no nariz após procedimento estético com substância perigosa

- Poliana Ferraz, assistente social, sofreu necrose após procedimento estético em 2022. - Ela recebeu PMMA sem consentimento, acreditando que era ácido hialurônico. - A enfermeira esteta recorreu da indenização de R$ 20 mil, alegando ocultação de informações. - O caso está sob investigação do Conselho Regional de Enfermagem do Distrito Federal (Coren-DF). - Poliana busca justiça e enfrenta complicações que exigem novas cirurgias.

A assistente social e sexóloga Poliana Ferraz, de 35 anos, sofreu complicações graves após um procedimento estético em uma clínica de Taguatinga Sul, em 2022. Ao buscar tratamento para a papada, Poliana não foi informada de que o produto utilizado foi polimetilmetacrilato (PMMA), uma substância arriscada, resultando na necrose de parte de seu nariz. Desde […]

A assistente social e sexóloga Poliana Ferraz, de 35 anos, sofreu complicações graves após um procedimento estético em uma clínica de Taguatinga Sul, em 2022. Ao buscar tratamento para a papada, Poliana não foi informada de que o produto utilizado foi polimetilmetacrilato (PMMA), uma substância arriscada, resultando na necrose de parte de seu nariz. Desde então, ela enfrenta sequelas físicas e psicológicas e busca justiça.

Poliana pagou R$ 1,9 mil pela lipo de papada, mas a enfermeira esteta ofereceu outros procedimentos a preços promocionais, levando-a a aceitar um preenchimento facial. Após o procedimento, Poliana começou a sentir dores e notou que parte do nariz estava roxa. A profissional havia afirmado que utilizou ácido hialurônico, o que não se confirmou. A paciente enfrentou complicações, incluindo a necessidade de um enxerto e problemas respiratórios.

Atualmente, Poliana precisa de três cirurgias e está em processo judicial contra a enfermeira, que foi condenada a pagar R$ 20 mil por danos materiais. A defesa da enfermeira alega que Poliana não informou sobre um peeling anterior, o que poderia ter evitado a necrose. Além disso, a enfermeira teria oferecido assistência financeira e emocional à paciente, mas a relação entre elas se deteriorou, levando a acusações de chantagem emocional.

O Conselho Regional de Enfermagem do Distrito Federal (Coren-DF) investiga a conduta da enfermeira, que é qualificada para realizar procedimentos estéticos. O caso está sob sigilo, enquanto as partes envolvidas aguardam o desfecho das investigações e processos judiciais.

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