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Brasil aguarda aprovação da Anvisa para vacinas atualizadas contra a Covid-19

- O Brasil utiliza vacinas desatualizadas contra Covid-19, focadas na cepa XBB.1.5. - A Anvisa analisa a vacina Covovax para a cepa JN.1, com decisão em fevereiro. - Menos de 20% da população recebeu quatro doses, evidenciando baixa adesão. - A vacinação contra Covid-19 agora é parte da rotina para grupos vulneráveis. - A OMS recomenda a cepa JN.1, que deve ser a mais atualizada ao chegar ao Brasil.

O Brasil enfrenta um desafio na vacinação contra a Covid-19, utilizando atualmente doses desatualizadas direcionadas à cepa Ômicron XBB.1.5. O Ministério da Saúde aguarda a aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para receber a versão mais recente dos imunizantes, adquiridos em uma compra de quase 60 milhões de unidades. A Organização Mundial da […]

O Brasil enfrenta um desafio na vacinação contra a Covid-19, utilizando atualmente doses desatualizadas direcionadas à cepa Ômicron XBB.1.5. O Ministério da Saúde aguarda a aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para receber a versão mais recente dos imunizantes, adquiridos em uma compra de quase 60 milhões de unidades. A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomendou a atualização para a cepa JN.1 em abril de 2024, e a Anvisa autorizou versões atualizadas apenas das vacinas da Pfizer e Moderna. O contrato vigente do Ministério é com a Zalika Farmacêutica para a vacina Covovax, que ainda não possui a versão JN.1 aprovada.

O diretor do Programa Nacional de Imunizações (PNI), Eder Gatti, afirmou que o Brasil só receberá as doses atualizadas após a aprovação da Anvisa. Ele destacou que a pasta não vê necessidade de acelerar o processo, considerando que as vacinas antigas ainda podem ser utilizadas por até nove meses após a aprovação de novos imunizantes. Gatti também mencionou que a vacinação contra a Covid-19 se tornou uma política pública permanente, com doses recomendadas para gestantes e idosos, além de um esquema específico para crianças.

A adesão à vacinação tem sido baixa, com menos de 20% da população recebendo quatro doses. O PNI está implementando estratégias para aumentar a cobertura vacinal, incluindo a inclusão da vacina contra a Covid-19 nos calendários de rotina. A vacinação anual contra a gripe também continua, com a recomendação de que as doses em estoque sejam utilizadas até julho de 2025, especialmente na região Norte, onde a circulação viral é mais intensa durante o “Inverno Amazônico”.

Além disso, o Brasil está fazendo mudanças significativas em seu calendário vacinal, como a substituição da vacina oral contra a poliomielite pela versão injetável, visando acelerar a erradicação da doença. O governo também está ampliando a vacinação contra o rotavírus e pneumococo, além de introduzir novas vacinas, como a contra dengue e VSR, para grupos prioritários. A transparência nas ações de vacinação é uma prioridade do governo, com o lançamento de um painel interativo para monitorar a distribuição de vacinas.

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