Um estudo da Fundação BBVA, divulgado em 4 de fevereiro de 2025, revela que a maioria da sociedade espanhola valoriza a verdade e considera a ciência como a fonte de conhecimento mais confiável. A pesquisa, realizada em dezembro de 2024 com 2.013 adultos, mostra um forte desacordo com a ideia de que o conhecimento popular […]
Um estudo da Fundação BBVA, divulgado em 4 de fevereiro de 2025, revela que a maioria da sociedade espanhola valoriza a verdade e considera a ciência como a fonte de conhecimento mais confiável. A pesquisa, realizada em dezembro de 2024 com 2.013 adultos, mostra um forte desacordo com a ideia de que o conhecimento popular é mais confiável que o de especialistas. Além disso, as crenças alternativas e o negacionismo científico têm pouca aceitação entre os entrevistados.
Os dados indicam que teorias conspiratórias, como a negação da chegada do homem à Lua ou a crença em seres extraterrestres, são vistas como marginais. Fatores como ideologia política e nível educacional influenciam a percepção sobre a ciência. Cidadãos com menor escolaridade e maior ceticismo tendem a acreditar mais em teorias conspiratórias, especialmente aqueles com tendências à extrema direita.
A pesquisa também destaca que as crenças religiosas perderam relevância na sociedade espanhola. Apenas 33% acreditam que o universo foi criado por um ser supremo, enquanto 78% aceitam a teoria da evolução. O estudo sugere que a religião opera em “domínios restritos” e não compete com a ciência, refletindo mudanças sociais e culturais significativas nas últimas décadas.
Além disso, a confiança na ciência é alta, com 99% dos entrevistados afirmando que buscariam serviços de saúde em caso de problemas médicos. A aceitação de vacinas é expressiva, com 81% confiando em sua eficácia. A pesquisa revela que os espanhóis tomam decisões baseadas na razão, experiência e conhecimento científico, e a maioria reconhece o impacto humano no mudança climática, com 67% atribuindo-a a atividades humanas.
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