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Economia criativa do Distrito Federal gera R$ 10 bilhões anuais, revela Dieese

- O Distrito Federal é um polo da economia criativa, com 9,7% de seus trabalhadores nesse setor. - A economia criativa gera quase R$ 10 bilhões anualmente, representando 3,5% do PIB local. - Especialistas pedem políticas públicas mais eficazes para apoiar microempreendedores. - Desafios incluem acesso ao crédito e infraestrutura inadequada para o setor. - A colaboração entre governo e empresas pode impulsionar a competitividade da economia criativa.

O Distrito Federal se destaca como um dos principais polos da economia criativa no Brasil, ocupando a segunda posição em número de trabalhadores nesse setor. De acordo com pesquisa do Dieese, com dados do IBGE, 9,7% da força de trabalho local está envolvida em atividades criativas, totalizando cerca de 130 mil profissionais que geram quase […]

O Distrito Federal se destaca como um dos principais polos da economia criativa no Brasil, ocupando a segunda posição em número de trabalhadores nesse setor. De acordo com pesquisa do Dieese, com dados do IBGE, 9,7% da força de trabalho local está envolvida em atividades criativas, totalizando cerca de 130 mil profissionais que geram quase R$ 10 bilhões anualmente, representando 3,5% do Produto Interno Bruto (PIB) da capital. O DF fica atrás apenas de São Paulo, que lidera com 9,8%.

O economista Alexandre Arce explica que a economia criativa abrange áreas como design, moda, cinema e tecnologia, sendo vital para a identidade cultural de Brasília. Um exemplo de sucesso é a loja colaborativa Endossa, que reúne produtos de pequenos produtores e emprega dez pessoas. A sócia Luana Ponto ressalta a importância do setor para a diversidade artística da cidade, destacando a necessidade de apoio a artistas e pequenos negócios.

O governo do DF implementa políticas públicas para fomentar a economia criativa, como editais de incentivo e programas de apoio ao empreendedorismo. O Fundo de Apoio à Cultura (FAC) e a Lei de Incentivo à Cultura (LIC) são algumas das iniciativas em andamento. No entanto, o economista Riezo Silva aponta desafios como o acesso ao crédito e a necessidade de infraestrutura adequada para espaços culturais.

O Panorama da Economia Criativa da Universidade Católica de Brasília revela que mais de 60% dos 130 mil CNPJs mapeados são microempreendedores individuais. O coordenador da pesquisa, Alexandre Kieling, destaca que o setor supera a construção civil em volume gerado e possui potencial para transformar a matriz econômica do DF nos próximos anos. A economia criativa, que inclui atividades como eventos, audiovisual e gastronomia, é vista como uma área promissora para o futuro da capital.

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