Na quarta-feira, 29 de janeiro, a Secretaria Municipal de Urbanismo (SMU) de Niterói e a Associação de Proprietários de Bancas de Jornais (Aproban) se reuniram para discutir a realocação de bancas de jornais que serão deslocadas da Praça Araribóia. Quinze locais foram disponibilizados para essa mudança, que ocorre após um decreto que determinou a desocupação […]
Na quarta-feira, 29 de janeiro, a Secretaria Municipal de Urbanismo (SMU) de Niterói e a Associação de Proprietários de Bancas de Jornais (Aproban) se reuniram para discutir a realocação de bancas de jornais que serão deslocadas da Praça Araribóia. Quinze locais foram disponibilizados para essa mudança, que ocorre após um decreto que determinou a desocupação das bancas. Durante o encontro, foram visitados diversos pontos da cidade, e seis jornaleiros já escolheram novos locais, todos no Centro.
Adalmir Ferreira, diretor da Aproban, expressou a esperança de que algumas bancas permaneçam na praça. Ele destacou que a categoria busca ser ouvida e apresentar sugestões para o novo cenário urbanístico. A proposta inclui a redução do tamanho das bancas, que atualmente têm 18 metros de largura, para um novo padrão de oito a dez metros, visando não interferir no projeto urbanístico da região.
A próxima reunião, agendada para segunda-feira, 3 de fevereiro, pode ser decisiva, pois um documento será elaborado para homologar o acordo e garantir segurança jurídica. A proposta está sob análise da Procuradoria-Geral do Município. A readequação das bancas faz parte de um projeto do escritório Burle Marx, que visa transformar a frente marítima do Centro, criando uma esplanada com vista para a Baía de Guanabara.
A SMU havia publicado um decreto no início do mês, determinando a desocupação de oito bancas na Praça Araribóia e uma próxima à Concha Acústica. A Aproban protocolou uma defesa administrativa, alegando a ilegalidade da portaria, que, segundo a entidade, viola a lei que reconhece as bancas como patrimônio cultural. A prefeitura, por sua vez, afirmou que a realocação não infringe a legislação, ressaltando que as bancas continuarão a existir na cidade como patrimônio imaterial.
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