Uma operação da Secretaria de Proteção da Ordem Urbanística (DF Legal) está em andamento na Colônia Agrícola 26 de Setembro, onde casas e estruturas do Residencial Caliandra estão sendo demolidas. O terreno possui 25 lotes, dos quais quatro têm moradores que resistem à desocupação. Na ação, três casas em construção foram derrubadas, conforme relatos de […]
Uma operação da Secretaria de Proteção da Ordem Urbanística (DF Legal) está em andamento na Colônia Agrícola 26 de Setembro, onde casas e estruturas do Residencial Caliandra estão sendo demolidas. O terreno possui 25 lotes, dos quais quatro têm moradores que resistem à desocupação. Na ação, três casas em construção foram derrubadas, conforme relatos de vizinhos. A DF Legal afirmou que a operação visa coibir o parcelamento irregular de área pública, que começou recentemente na região.
A nota da secretaria destaca que, de acordo com o Código de Obras e Edificações do DF, “em obras iniciais ou em desenvolvimento em área pública, cabe ação de demolição imediata”, sem necessidade de notificação prévia. A área desobstruída será destinada a equipamentos públicos. A operação surpreendeu os moradores, que relataram que as equipes inicialmente foram ao local para derrubar um prédio consolidado, mas, ao não conseguirem, decidiram demolir as casas atrás dele.
O presidente da Associação de Moradores da 26 de Setembro, Miguel Rodrigues, questionou a falta de transparência da DF Legal sobre os projetos para a área. Ele ressaltou que, embora o condomínio esteja em uma área irregular, “não é uma invasão”, e a associação foi constituída em 2020. Moradores estão buscando uma liminar na Justiça para interromper a operação, que já resultou na demolição de três edificações e na remoção de um prédio.
Um morador da Chácara 19 expressou sua preocupação com a situação, afirmando que começou a construir em 2020 e teme pela sua família. Ele mencionou que “o dinheiro que eu tinha, gastei aqui” e que não sabe para onde irá se as casas forem demolidas. O morador também destacou que a área é passível de regularização e questionou a necessidade da derrubada, considerando que a comunidade acredita na regularização da região, que abriga mais de 40 mil famílias.
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