O governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), criticou o governo federal durante o retorno das atividades legislativas, questionando os vetos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados (Propag). Em sua mensagem na Assembleia Legislativa, Zema agradeceu ao presidente da Casa, Tadeu Martins Leite (MDB), […]
O governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), criticou o governo federal durante o retorno das atividades legislativas, questionando os vetos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados (Propag). Em sua mensagem na Assembleia Legislativa, Zema agradeceu ao presidente da Casa, Tadeu Martins Leite (MDB), e ao ex-presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), pela articulação do programa, mas chamou as cobranças da União de “agiotagem”. Ele afirmou que o Propag é essencial para a sustentabilidade do estado.
O apoio de Tadeu Martins Leite à derrubada dos vetos foi destacado, embora ele não tenha criticado diretamente o governo federal. Zema recebeu apoio até mesmo de parlamentares da oposição, que consideraram as condições do Regime de Recuperação Fiscal excessivas. Contudo, há uma percepção de que o governador utiliza essa situação para se posicionar contra o Palácio do Planalto, com um “nítido objetivo eleitoral”. O deputado estadual Cristiano Silveira (PT) atribuiu a Zema a responsabilidade pelo aumento da dívida pública.
Em resposta, Lula pediu que Zema respeitasse o acordo de pagamento da dívida, que totaliza R$ 191 bilhões. O presidente ressaltou a importância do trabalho de Rodrigo Pacheco na construção do Propag, que prevê que 60% do que Minas não pagar seja investido em áreas essenciais como educação e saneamento. Lula defendeu que o veto foi baseado em orientações da Advocacia-Geral da União e que o Congresso pode derrubá-lo, enfatizando que o acordo é benéfico para Minas Gerais e outros estados devedores.
Lula também lembrou que o ex-governador Fernando Pimentel (PT) havia conquistado judicialmente o direito de não pagar a dívida, mas que Zema, ao assumir em 2019, não quitou os débitos. O presidente concluiu que o Propag é um bom acordo para os estados e que a dívida de Minas subiu significativamente ao longo dos anos, pedindo bom senso na relação entre os governos.
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