A Frente Parlamentar Evangélica enfrenta uma divisão a 20 dias da escolha de seu novo líder, com duas candidaturas em disputa: Otoni de Paula (MDB-RJ), próximo ao governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), e Gilberto Nascimento (PSD-SP), alinhado ao bolsonarismo. Ambos são da Assembleia de Deus e a tensão aumentou quando cerca de […]
A Frente Parlamentar Evangélica enfrenta uma divisão a 20 dias da escolha de seu novo líder, com duas candidaturas em disputa: Otoni de Paula (MDB-RJ), próximo ao governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), e Gilberto Nascimento (PSD-SP), alinhado ao bolsonarismo. Ambos são da Assembleia de Deus e a tensão aumentou quando cerca de 30 deputados ligados a Nascimento ameaçaram deixar a bancada caso Otoni vença. A bancada, composta por 245 parlamentares, precisa de pelo menos 198 para funcionar, e essa manobra pode comprometer sua operação.
O clima na bancada evangélica é descrito como “péssimo”, com falta de consenso. A resistência a Otoni se deve ao temor de que a frente se alinhe ao governo federal, especialmente após sua participação em uma reunião no Palácio do Planalto, onde o presidente sancionou o Dia Nacional da Música Gospel. Otoni foi criticado por seu discurso favorável ao governo, o que irritou lideranças bolsonaristas, especialmente após seu apoio à reeleição de Eduardo Paes (PSD) no Rio.
Gilberto Nascimento, um dos fundadores da frente em 2003, é respeitado e conta com o apoio do pastor Silas Malafaia. A eleição marcada para 26 de fevereiro será a primeira em que a bancada colocará a decisão em votação, já que até então, sempre optou por nomes de consenso. O atual presidente, Silas Câmara, expressou esperança de conciliação e minimizou as ameaças de debandada, questionando a lógica de participar da eleição se há intenção de sair.
Nos bastidores, Câmara e seus aliados indicam preferência por Otoni, apesar de sua postura reservada sobre o candidato. Enquanto Otoni se aproxima dos líderes da bancada, Nascimento recebe apoio de figuras como Sóstenes Cavalcante, novo líder do PL na Câmara. A disputa reflete a polarização dentro da Frente Parlamentar Evangélica, que pode impactar sua unidade e atuação futura.
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