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Índia oferece US$ 1 milhão para decifrar símbolos de civilização antiga

- O ministro-chefe de Tamil Nadu, Muthuvel Karunanidhi Stalin, oferece US$ 1 milhão. - A civilização do Vale do Indo existiu entre 3.300 a.C. e 1.300 a.C. - Símbolos da civilização permanecem indecifráveis, com 4 mil inscrições curtas. - Pesquisadora Nisha Yadav confirma que 67 sinais representam 80% da escrita. - A proposta visa entender uma das primeiras sociedades urbanas da história.

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Uma proposta intrigante foi lançada pelo ministro-chefe de Tamil Nadu, Muthuvel Karunanidhi Stalin, que oferece US$ 1 milhão (aproximadamente R$ 5,7 milhões) a quem conseguir decifrar os símbolos de uma antiga civilização. Os “enigmas” em questão pertencem à civilização do Vale do Indo, também conhecida como Harappan, que existiu entre 3.300 a.C. e 1.300 a.C. […]

Uma proposta intrigante foi lançada pelo ministro-chefe de Tamil Nadu, Muthuvel Karunanidhi Stalin, que oferece US$ 1 milhão (aproximadamente R$ 5,7 milhões) a quem conseguir decifrar os símbolos de uma antiga civilização. Os “enigmas” em questão pertencem à civilização do Vale do Indo, também conhecida como Harappan, que existiu entre 3.300 a.C. e 1.300 a.C. no que hoje é o noroeste da Índia e Paquistão. Essa iniciativa visa aprofundar a compreensão sobre uma das primeiras sociedades urbanas formadas por agricultores e comerciantes.

A civilização do Vale do Indo é envolta em mistério, especialmente em relação ao seu declínio, já que não há evidências de guerras ou desastres naturais que expliquem o fenômeno. Os artefatos que contêm os símbolos incluem selos e cerâmicas, com cerca de 4 mil inscrições curtas. A pesquisa da escritora Nisha Yadav, do Tata Institute of Fundamental Research (TIFR), revelou que 67 sinais encontrados representam 80% da escrita dos objetos analisados.

Yadav utilizou técnicas de ciência da computação para investigar a escrita não decifrada, destacando que um jarro com duas alças é o símbolo mais frequente. No entanto, a natureza exata dos sinais ainda é incerta, não se sabendo se representam palavras completas, partes de palavras ou frases. A pesquisadora acredita que existe uma estrutura lógica subjacente à escrita, indicando um sistema organizado de comunicação.

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