A deputada federal Bia Kicis (PL-DF), ex-presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara, manifestou seu compromisso em avançar com o projeto que proíbe a participação de mulheres transsexuais em competições esportivas femininas no Brasil. Apresentada em 2020, a proposta permanece parada na Comissão de Minorias e Direitos Humanos. Kicis acredita que a […]
A deputada federal Bia Kicis (PL-DF), ex-presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara, manifestou seu compromisso em avançar com o projeto que proíbe a participação de mulheres transsexuais em competições esportivas femininas no Brasil. Apresentada em 2020, a proposta permanece parada na Comissão de Minorias e Direitos Humanos. Kicis acredita que a nova composição de aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro em colegiados do Congresso facilitará a retomada das discussões sobre o tema.
A deputada argumenta que o Brasil está “ficando para trás” em relação a países como os Estados Unidos e na Europa, onde, segundo ela, já se busca corrigir o que considera uma injustiça para com as atletas mulheres. Kicis enfatizou que as mulheres dedicam suas vidas ao esporte e, ao final, enfrentam frustrações. “Eu defendo as mulheres de verdade”, afirmou. Ela também mencionou que a proposta foi engavetada por uma deputada do PT, sem citar nomes, e relatou ter sido chamada de “criminosa” por sugerir o debate em uma reunião da bancada feminina.
Além do projeto de Kicis, outras iniciativas semelhantes tramitam na Câmara. O deputado Pastor Sargento Isidório (Avante-BA) apresentou a proposta mais antiga, em 2019, referindo-se a mulheres trans como “homens travestidos ou fantasiados de mulher”. Outras propostas foram elaboradas por Julio César Ribeiro (Republicanos-DF) e Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), atual líder do partido na Câmara. Todas as propostas abordam o mesmo tema, embora apresentem diferenças sutis em seus textos.
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