Um incêndio florestal devastador atinge a cidade costeira de Ofunato, no Japão, danificando pelo menos 84 casas e forçando a evacuação de mais de 1.200 residentes. Desde o início na quarta-feira, o fogo consumiu cerca de 2.100 hectares (5.190 acres) de floresta, conforme relatado pela Agência de Gestão de Incêndios e Desastres. A situação é […]
Um incêndio florestal devastador atinge a cidade costeira de Ofunato, no Japão, danificando pelo menos 84 casas e forçando a evacuação de mais de 1.200 residentes. Desde o início na quarta-feira, o fogo consumiu cerca de 2.100 hectares (5.190 acres) de floresta, conforme relatado pela Agência de Gestão de Incêndios e Desastres. A situação é crítica, com mais de 2.000 bombeiros e tropas mobilizados de todo o país para combater as chamas.
O incêndio, considerado o maior em três décadas, já resultou na morte de um homem, cuja ligação com o fogo está sendo investigada. A região de Ofunato enfrenta a sua seca mais severa desde 1946, com registros de apenas 2,5 milímetros de chuva em fevereiro, comparado à média habitual de 41 milímetros. Atualmente, cerca de 4.600 pessoas ainda estão sob ordens de evacuação, enquanto 2.000 já se deslocaram para a casa de amigos ou familiares, e mais de 1.200 buscaram abrigo em centros de evacuação.
O incêndio se espalha por uma área florestal da Prefeitura de Iwate, que possui a segunda menor densidade populacional do Japão. O primeiro-ministro Shigeru Ishiba afirmou no parlamento que, apesar da inevitabilidade da propagação do fogo, todas as medidas possíveis estão sendo tomadas para proteger as residências. Cerca de 16 helicópteros estão sendo utilizados para lançar água sobre as áreas afetadas, enquanto imagens mostram os esforços intensivos para controlar as chamas.
Em 2024, o Japão registrou seu ano mais quente desde o início das medições, o que contribui para a gravidade da situação. As autoridades continuam a avaliar os danos, que até o momento incluem mais de 80 edifícios afetados. A resposta ao incêndio envolve a colaboração de bombeiros de 14 prefeituras, incluindo Tóquio, demonstrando a seriedade da emergência.
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