Apenas 1,82% dos resíduos recicláveis secos e orgânicos são recuperados no Brasil, segundo dados do Sistema Nacional de Informações em Saneamento Básico do Ministério das Cidades, coletados em 2023 e divulgados em 12 de março de 2024. Os resíduos recuperados são aqueles efetivamente reciclados pela indústria. Os resíduos secos incluem vidro, plástico, metal e papel, […]
Apenas 1,82% dos resíduos recicláveis secos e orgânicos são recuperados no Brasil, segundo dados do Sistema Nacional de Informações em Saneamento Básico do Ministério das Cidades, coletados em 2023 e divulgados em 12 de março de 2024. Os resíduos recuperados são aqueles efetivamente reciclados pela indústria. Os resíduos secos incluem vidro, plástico, metal e papel, enquanto os orgânicos podem ser reciclados por compostagem ou decomposição biológica. O estudo revela que apenas 0,16 milhões de toneladas de materiais orgânicos e 1,17 milhões de toneladas de materiais secos são recuperados anualmente.
A coleta seletiva está disponível para apenas 36% da população brasileira, com o Norte apresentando o maior déficit: apenas 5,6% dos municípios oferecem esse serviço. Em contraste, quase 46,1% das cidades do Sul contam com coleta seletiva. Os dados mostram que o Nordeste tem 9,4%, o Centro-Oeste 22,3% e o Sudeste 35,7%. A prática de coleta seletiva é crucial para a preservação ambiental e a promoção da sustentabilidade.
Bernardo Verano, especialista em Engenharia de Controle da Poluição Ambiental, aponta que a baixa taxa de reciclagem se deve à falta de infraestrutura, conscientização insuficiente e baixa demanda por materiais reciclados. Ele destaca que aumentar a recuperação de resíduos é vital para reduzir a exploração de recursos naturais e as emissões de gases de efeito estufa, além de gerar empregos e fortalecer cooperativas de catadores. Verano defende a ampliação da coleta seletiva e a necessidade de políticas públicas robustas e fiscalização eficaz.
Em 2023, o Brasil ainda contava com 1.606 lixões em operação, além de 317 aterros controlados e 688 aterros sanitários. Os lixões, que não possuem controle ambiental, representam riscos à saúde pública e ao meio ambiente, contaminando solo e água. O Novo Marco do Saneamento Básico, de 2020, previa o encerramento dos lixões até agosto de 2024. Verano ressalta que a gestão adequada de resíduos é um desafio complexo, mas essencial para a sustentabilidade e a qualidade de vida da população, exigindo investimentos e a participação ativa da sociedade.
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