O Ibama lançou uma grande operação para combater o comércio ilegal de peixes ornamentais geneticamente modificados, resultando em 36 autos de infração e multas que somam R$ 2,38 milhões. Durante a ação, foram apreendidos 58,4 mil exemplares de espécies como paulistinha, tetra-negro e beta, que foram alterados para brilhar sob luz ultravioleta. A operação, chamada […]
O Ibama lançou uma grande operação para combater o comércio ilegal de peixes ornamentais geneticamente modificados, resultando em 36 autos de infração e multas que somam R$ 2,38 milhões. Durante a ação, foram apreendidos 58,4 mil exemplares de espécies como paulistinha, tetra-negro e beta, que foram alterados para brilhar sob luz ultravioleta. A operação, chamada Quimerea Ornamentais, ocorreu em sete estados e no Distrito Federal nas duas primeiras semanas do mês.
O município de Muriaé, em Minas Gerais, foi um dos principais focos da operação, onde em 2022 já haviam sido encontrados peixes transgênicos nos rios da região. O Ibama esclarece que a importação e o comércio desses animais não são permitidos no Brasil, pois não passaram por avaliação de risco e não têm liberação comercial. Isaque Medeiros, chefe do Núcleo de Fiscalização da Biodiversidade do Ibama, destacou que a CTNBio (Comissão Técnica Nacional de Biossegurança) deve realizar uma análise detalhada antes de qualquer liberação.
Os riscos associados a esses peixes incluem a possibilidade de sua liberação no meio ambiente, o que pode causar danos desconhecidos. O Ibama enfatiza que, por serem geneticamente modificados, não se tem certeza sobre os impactos ambientais que podem resultar dessa prática, uma vez que esses organismos não foram submetidos a análises adequadas.
A operação abrangeu estados como Espírito Santo, Minas Gerais, Mato Grosso, Pernambuco, Paraná, Rio de Janeiro e São Paulo, além do Distrito Federal. O combate ao comércio ilegal de peixes ornamentais geneticamente modificados é uma medida importante para proteger a biodiversidade e garantir a segurança ambiental no Brasil.
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