Pesquisadores descobriram os genes que controlam três características das ervilhas estudadas por Gregor Mendel, após sequenciar quase setecentos genomas da planta. O estudo, publicado na revista Nature, mostra que a cor das vagens é determinada por um gene que afeta a produção de clorofila. Além disso, foram encontrados dois genes que influenciam a forma das vagens, alterando a espessura das paredes celulares, e um gene relacionado ao agrupamento das flores, conhecido como fasciation. A pesquisa levou seis anos e foi realizada por uma equipe liderada por Noam Chayut, do John Innes Centre.
Pesquisadores identificaram os genes responsáveis por três traços das ervilhas estudadas por Gregor Mendel, após sequenciar quase setecentos genomas da planta. O estudo foi publicado em 23 de abril na revista Nature e representa um avanço significativo na genética.
Gregor Mendel, um monge agostiniano, realizou experimentos no século XIX com ervilhas para entender a herança genética. Ele cruzou cerca de 28 mil plantas e analisou características como cor e forma das vagens. Apesar de suas descobertas, os genes que controlam três dos sete traços que ele estudou permaneceram desconhecidos até agora.
A equipe de pesquisa, liderada por Noam Chayut, geneticista de culturas aplicadas no John Innes Centre, utilizou ferramentas de sequenciamento e dados genômicos para identificar os genes. O grupo analisou aproximadamente 155 milhões de polimorfismos de nucleotídeo único (SNPs) para descobrir que a cor das vagens é determinada por um gene que afeta a biossíntese de clorofila.
Além disso, foram identificados dois genes que influenciam a forma das vagens, alterando o espessamento da parede celular. Outro gene está relacionado à alteração no agrupamento das flores, um fenômeno conhecido como fasciation. O trabalho levou seis anos e foi possível graças à colaboração interdisciplinar da equipe.
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