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Cristãos na Nicarágua enfrentam repressão durante celebrações da Páscoa

Cristãos na Nicarágua enfrentam repressão crescente, com polícia armada reprimindo cultos na Páscoa e líderes religiosos silenciados.

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Os cristãos na Nicarágua estão enfrentando uma crescente perseguição, especialmente durante a Páscoa, quando o governo reprimiu os cultos religiosos. A Sexta-feira Santa coincidiu com o aniversário dos protestos de 2018, que resultaram em uma repressão contínua. Policiais armados estavam presentes em várias igrejas, e os líderes religiosos foram instruídos a não mencionar presos políticos durante as celebrações. Em Boaco, a polícia estacionou viaturas em frente à Catedral de Santiago Apóstolo, enquanto em Juigalpa, a Catedral de Nossa Senhora da Assunção também teve a presença de policiais. A organização Christian Solidarity Worldwide afirmou que a situação piorou sob o governo de Daniel Ortega, que vê o cristianismo como uma ameaça. O CEO da CSW criticou a presença policial durante as celebrações religiosas, afirmando que é inaceitável que as comunidades religiosas sejam alvo de um regime que tenta silenciar críticas. Além disso, a Nicarágua anunciou sua retirada do Conselho de Direitos Humanos da ONU, e a CSW pediu à comunidade internacional que responsabilize o governo pela deterioração dos direitos humanos no país.

Os cristãos na Nicarágua enfrentam uma escalada na repressão durante os cultos religiosos, especialmente neste ano, quando a Páscoa coincidiu com o aniversário dos protestos de 2018. A polícia armada esteve presente em várias igrejas, advertindo líderes religiosos a não mencionarem presos políticos.

Na Sexta-feira Santa, a Catedral de Santiago Apóstolo, em Boaco, teve policiais da tropa de choque posicionados em frente enquanto a comunidade celebrava a Via Sacra. A Catedral de Nossa Senhora da Assunção, em Juigalpa, também reportou a presença de viaturas policiais e mídia controlada pelo Estado.

A organização Christian Solidarity Worldwide (CSW) destacou que a repressão às igrejas, tanto protestantes quanto católicas, aumentou sob o governo do presidente Daniel Ortega. O oficial de relações públicas da CSW, Ellis Heasley, afirmou que líderes religiosos que oram por paz e justiça podem ser vistos como críticos ao regime.

Recentemente, o Grupo de Peritos em Direitos Humanos da ONU publicou um relatório sobre violações de direitos humanos na Nicarágua, enquanto o governo anunciou sua retirada do Conselho de Direitos Humanos da ONU. O CEO da CSW, Scot Bower, criticou a presença policial durante as celebrações religiosas, considerando-a excessiva e injustificada. Ele pediu à comunidade internacional que encontre formas de responsabilizar Ortega e seu regime pela deterioração dos direitos humanos no país.

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