A ONU informou que mais de 72 mil migrantes morreram ou desapareceram em rotas migratórias ao redor do mundo na última década, com 8.938 mortes registradas apenas em 2024. A maioria dessas mortes ocorreu em países em crise, onde as pessoas tentavam escapar de conflitos e desastres. O Mediterrâneo central é a rota mais perigosa, com quase 25 mil desaparecidos. Mais de 12 mil dessas mortes aconteceram após a partida da Líbia, e muitos migrantes também desapareceram no deserto do Saara. Além disso, mais de 5 mil pessoas morreram tentando sair do Afeganistão desde que os talibãs voltaram ao poder em 2021, e cerca de 3,2 mil rohingyas de Mianmar morreram em naufrágios ao tentar chegar a Bangladesh.
Mais de 72 mil mortes e desaparecimentos de migrantes foram registrados em rotas migratórias ao redor do mundo na última década, conforme informou a Organização das Nações Unidas (ONU) nesta terça-feira, 29 de abril de 2025. O relatório da Organização Internacional para as Migrações (OIM) destaca que, em 2024, o número de mortes atingiu um recorde, com pelo menos 8.938 casos.
Cerca de 75% das mortes e desaparecimentos ocorreram devido a conflitos, desastres e crises humanitárias. A OIM revelou que mais de 52 mil pessoas perderam a vida enquanto tentavam escapar de 40 países onde a ONU atua com planos de resposta a crises. Entre os migrantes mortos, um a cada quatro era afegão, rohingya ou sírio.
Rota do Mediterrâneo
O Mediterrâneo central continua sendo a rota mais letal, com quase 25 mil desaparecidos nos últimos dez anos. Mais de 12 mil mortes ocorreram após a partida de migrantes da Líbia. Além disso, muitos desapareceram ao cruzar o deserto do Saara.
O relatório também aponta que mais de 5 mil pessoas morreram tentando deixar o Afeganistão, especialmente após a retomada do poder pelos talibãs em 2021. A minoria rohingya de Mianmar também foi severamente afetada, com cerca de 3,2 mil mortes registradas em naufrágios ao tentar chegar a Bangladesh.
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