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Fêmeas de bonobos formam alianças e desafiam machos em nova pesquisa sobre hierarquia social

Alianças entre fêmeas garantem liderança social entre bonobos, desafiando padrões de dominância observados em outros primatas.

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Um novo estudo mostra que as fêmeas de bonobos formam alianças que são essenciais para sua posição social, frequentemente superando os machos em conflitos. As fêmeas se unem em 85% das situações para enfrentar os machos, e quanto mais essas alianças ocorrem, maior o status das fêmeas em relação aos machos. O estudo, liderado por Martin Surbeck da Universidade Harvard, analisou dados de comunidades de bonobos ao longo de 30 anos. Os bonobos, conhecidos por serem menos agressivos que outras espécies de primatas, não têm registros de mortes em confrontos entre grupos. Além de formar alianças, as fêmeas podem usar estratégias para confundir os machos sobre sua fertilidade, dificultando o controle masculino sobre elas. O estudo concluiu que a formação de alianças entre fêmeas é a principal razão para a supremacia feminina entre os bonobos, com as fêmeas ocupando posições mais altas na hierarquia em 70% dos casos.

Um novo estudo revela que as alianças entre fêmeas de bonobos são essenciais para sua supremacia social. As fêmeas frequentemente lideram e vencem conflitos contra machos, desafiando padrões observados em outras espécies. A pesquisa foi publicada na revista *Communications Biology* e coordenada por Martin Surbeck, do Departamento de Biologia Evolutiva Humana da Universidade Harvard.

Observações realizadas ao longo de trinta anos mostram que as coalizões de fêmeas enfrentam machos em 85% dos casos. Quanto mais frequentes essas alianças, maior a probabilidade de que as fêmeas tenham status superior ao dos machos. Os bonobos, conhecidos como “macacos hippies”, apresentam taxas de agressividade muito mais baixas do que chimpanzés e gorilas, sem registros de mortes em confrontos entre grupos.

Entre os bonobos, interações sexuais diversas são utilizadas para resolver tensões, ao contrário de outras espécies, onde isso pode resultar em violência. A pesquisa também destaca que, apesar do dimorfismo sexual ser semelhante ao dos chimpanzés, as fêmeas ocupam posições de liderança em suas comunidades, algo raro entre outros primatas.

Hipóteses sobre a Supremacia Feminina

Surbeck e sua equipe investigaram três hipóteses que poderiam explicar a supremacia feminina entre os bonobos. A primeira é a formação de alianças entre fêmeas. A segunda envolve a “guerra de informação” sexual, onde fêmeas ocultam sinais de fertilidade, dificultando o controle dos machos. A terceira hipótese considera o desequilíbrio na razão sexual, onde um excesso de machos pode beneficiar as fêmeas.

A análise de dados de seis comunidades de bonobos revelou que as alianças entre fêmeas são a única hipótese que se sustenta. Em conflitos diretos, machos se submeteram às fêmeas em 61% dos casos. Além disso, as fêmeas costumam ocupar posições superiores na hierarquia em relação a 70% dos machos do grupo.

Esses dados indicam que, em quase metade dos casos, a fêmea de maior status é a líder. Mesmo em alianças mistas, as fêmeas mantêm a liderança, enquanto os machos atuam como “soldados rasos”. A pesquisa ainda aponta variações entre grupos, com algumas comunidades apresentando uma supremacia feminina incontestável, enquanto outras mostram maior disputa pelo poder.

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