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Europa planeja fim das importações de energia da Rússia até 2027, gerando críticas

Com forte oposição do Leste Europeu, a UE planeja eliminar importações de gás e energia da Rússia até 2027, visando independência energética.

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A Comissão Europeia anunciou que pretende acabar com todas as importações de gás, energia nuclear e gás natural liquefeito da Rússia até 2027. Essa decisão gerou forte oposição de países do Leste Europeu, como Hungria e Eslováquia, que consideram a medida um “suicídio econômico” e uma ameaça à segurança energética da região. Apesar de a União Europeia já ter banido a maior parte das importações de petróleo e carvão russos após a invasão da Ucrânia em 2022, a redução das importações de gás tem sido mais complicada. Em 2024, cerca de 19% do gás e GNL da UE ainda vêm da Rússia. Os líderes da Hungria e da Eslováquia criticaram os planos da UE, afirmando que isso aumentará os preços da energia e prejudicará suas economias. A Comissão Europeia planeja proibir novas importações de gás russo até o final de 2025 e eliminar todas as importações até 2027. Para isso, as propostas precisam ser aprovadas pelo Parlamento Europeu e pela maioria dos Estados-membros. A Comissão destacou que a dependência da Rússia é inaceitável e que a importação de gás russo ajuda a financiar a guerra na Ucrânia. Os países da UE devem apresentar planos nacionais até o final do ano para ajudar na transição.

A Comissão Europeia anunciou planos para eliminar todas as importações de gás, energia nuclear e GNL (gás natural liquefeito) da Rússia até 2027. A decisão, divulgada na terça-feira, visa garantir a independência energética da União Europeia em relação a Moscovo, especialmente após a invasão da Ucrânia em 2022.

O plano gerou forte oposição de países do Leste Europeu, como Hungria e Eslováquia, que consideram as medidas um risco à segurança energética e à economia da região. O primeiro-ministro eslovaco, Robert Fico, afirmou que a proposta é um “suicídio econômico” e que a Eslováquia está disposta a colaborar com a UE, mas não pode aceitar a proibição total das importações de energia da Rússia.

A Hungria também se manifestou contra as novas diretrizes, com o ministro das Relações Exteriores, Péter Szijjártó, chamando as propostas de “motivadas politicamente” e um “erro sério”. Ele alertou que a medida pode elevar os preços da energia e comprometer a soberania do país.

Atualmente, cerca de 19% das importações de gás e GNL da UE ainda vêm da Rússia, uma queda significativa em relação a 45% em 2021. A Comissão Europeia planeja implementar um banimento gradual, começando com novos contratos e contratos spot até o final de 2025, e a total eliminação até 2027.

O comissário europeu de Energia, Dan Jorgensen, destacou que a situação atual é “inaceitável”, pois a dependência da Rússia financia a guerra na Ucrânia. A proposta ainda precisa da aprovação do Parlamento Europeu e de uma maioria qualificada dos Estados-membros, permitindo que a decisão avance mesmo sem o consenso total.

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