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Ucrânia e Hungria trocam acusações de espionagem e expulsam diplomatas mutuamente

Tensões entre Ucrânia e Hungria aumentam após acusações de espionagem, resultando na expulsão de diplomatas de ambos os países.

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As relações entre Ucrânia e Hungria pioraram com acusações de espionagem. A Ucrânia prendeu dois cidadãos ucranianos por supostamente trabalharem para uma rede de espionagem do governo húngaro. Em resposta, a Hungria expulsou dois diplomatas ucranianos, também acusados de espionagem. O governo ucraniano retaliou, retirando as credenciais de dois diplomatas húngaros em Kiev. A Ucrânia afirma que os detidos coletavam informações militares sobre a presença das Forças Armadas ucranianas na região de Transcarpatia, onde vive uma minoria húngara. O primeiro-ministro húngaro, Viktor Orbán, desqualificou as acusações como propaganda e defendeu os interesses da Rússia na Europa, além de se opor à adesão da Ucrânia à União Europeia. A Hungria também se recusa a enviar armas para a Ucrânia desde o início da invasão russa em 2022.

As relações entre Ucrânia e Hungria atingiram um novo nível de tensão nesta sexta-feira, com acusações mútuas de espionagem. O Serviço de Segurança da Ucrânia (SSU) deteve dois cidadãos ucranianos, acusando-os de integrar uma rede de espionagem a favor do governo húngaro. Em resposta, Budapeste expulsou dois diplomatas da embaixada ucraniana, também acusando-os de espionagem.

O ministro das Relações Exteriores da Ucrânia, Andrii Sibiga, anunciou que dois membros da embaixada húngara em Kiev também foram expulsos, com um prazo de 48 horas para deixarem o país. Sibiga afirmou que a ação é uma resposta à medida húngara, fundamentada no princípio da reciprocidade.

Os detidos, um homem e uma mulher, são militares ucranianos aposentados que, segundo o SSU, coletavam informações na região da Transcarpática, onde reside uma significativa minoria húngara. A unidade de segurança ucraniana revelou que os suspeitos transmitiam dados sobre a presença das Forças Armadas da Ucrânia na área, incluindo informações sobre defesas antiaéreas.

Reações e Contexto

O primeiro-ministro húngaro, Viktor Orbán, desqualificou as alegações ucranianas como “propaganda”. O ministro das Relações Exteriores da Hungria, Péter Szijjártó, afirmou que a expulsão dos diplomatas ucranianos é uma resposta a uma suposta campanha de difamação. Ele também destacou que a Ucrânia não recebeu apoio militar da Hungria desde o início da invasão russa em fevereiro de 2022.

A tensão entre os dois países é exacerbada pela oposição da Hungria à adesão da Ucrânia à União Europeia. Orbán tem utilizado sua posição para bloquear iniciativas que favoreçam a Ucrânia, enquanto busca legitimar sua postura nacionalista em meio a uma consulta pública. A situação atual reflete um cenário de desconfiança crescente e rivalidade histórica entre os dois países.

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