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Zâmbia critica interferência de diplomatas após corte de ajuda dos EUA por corrupção

Ministro zambiano critica interferência diplomática após cortes de ajuda dos EUA por roubo de medicamentos; 75 prisões foram realizadas.

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O ministro das Relações Exteriores da Zâmbia, Mulambo Haimbe, alertou os diplomatas para não interferirem nos assuntos do país, após o embaixador dos EUA, Michael Gonzales, expressar preocupações sobre o roubo de medicamentos doados. Gonzales anunciou que os EUA cortariam 50 milhões de dólares em ajuda à saúde devido a esse problema, mencionando que teve mais de 30 reuniões sem resultados com autoridades zambianas. Haimbe afirmou que abordar o governo pela mídia é uma forma de interferência e que o país está aberto a discutir preocupações por canais diplomáticos adequados. O ministro da Justiça da Zâmbia, Jacob Mwiimbu, informou que uma auditoria forense sobre o roubo foi concluída e resultou em 75 prisões, com mais de 400 instalações de saúde sendo investigadas. O embaixador também revelou que muitos medicamentos doados estavam sendo vendidos em farmácias. O ministro da Saúde, Elijah Muchima, disse que o problema de roubo já existia antes do atual governo e que medidas estão sendo tomadas para monitorar o estoque de medicamentos. A redução da ajuda dos EUA afetará tratamentos para doenças como malária e HIV, mas o ministro garantiu que não haverá falta imediata de medicamentos.

Zâmbia enfrenta uma crise de corrupção relacionada ao roubo de medicamentos doados, o que levou o embaixador dos Estados Unidos a anunciar cortes significativos na ajuda de saúde ao país. O ministro das Relações Exteriores, Mulambo Haimbe, alertou diplomatas contra a interferência nos assuntos internos da Zâmbia, em resposta às preocupações levantadas por Michael Gonzales, embaixador dos EUA em Lusaka.

Gonzales anunciou que os EUA cortariam US$ 50 milhões em ajuda de saúde devido ao “roubo sistemático” de medicamentos. Ele afirmou que essa decisão foi tomada após mais de 30 reuniões infrutíferas com autoridades zambianas. Haimbe criticou a abordagem do embaixador, afirmando que a comunicação através da mídia viola convenções diplomáticas.

Ações do Governo Zambiano

O ministro da Administração Interna, Jacob Mwiimbu, informou que uma auditoria forense sobre o roubo foi concluída, resultando em 75 prisões. A operação incluiu a investigação de mais de 400 unidades de saúde em todo o país. Mwiimbu garantiu que não haverá “vacas sagradas” na busca por justiça.

A embaixada dos EUA revelou que, em uma inspeção realizada em mais de 2 mil farmácias, a maioria estava vendendo medicamentos doados. O ministro da Saúde, Elijah Muchima, reconheceu que o problema de roubo é anterior ao governo atual, que assumiu em 2021. Ele também mencionou que um sistema digital avançado de rastreamento de estoques foi implementado para monitorar a distribuição de medicamentos.

Impacto da Redução de Ajuda

A redução da assistência dos EUA afetará o fornecimento de medicamentos para tratar malária, HIV e tuberculose. Apesar disso, Muchima assegurou que há estoques suficientes para evitar escassez imediata. Gonzales destacou que essa medida é distinta do congelamento de ajuda anunciado pelo ex-presidente Donald Trump, que impactou programas de saúde em toda a África.

Os EUA representam cerca de um terço do gasto público em saúde na Zâmbia, segundo a embaixada. O presidente zambiano, Hakainde Hichilema, já havia comentado sobre a necessidade de fortalecer a economia do país para garantir a compra de medicamentos.

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