Cientistas da Universidade Norueguesa de Ciência e Tecnologia (NTNU) conseguiram aumentar a tolerância térmica de peixes-zebra em laboratório ao longo de sete gerações. Eles coletaram quase 400 peixes na Índia e, através de seleção artificial, conseguiram elevar o limite de temperatura que esses peixes conseguem suportar em até 0,22 °C. Além disso, notaram um aumento de até 0,35 °C na tolerância ao frio, ampliando a faixa de temperatura que os peixes conseguem tolerar em até 0,6 °C. Apesar desses avanços, os pesquisadores alertam que essa adaptação é limitada e pode não ser suficiente para enfrentar o rápido aquecimento global, que já elevou a temperatura média da Terra em 1,09 °C desde a era pré-industrial. Os peixes tropicais, como o zebrafish, continuam sendo vulneráveis a mudanças climáticas, e a evolução em ambientes naturais pode ser mais lenta do que em laboratório, onde as condições são controladas.
Cientistas da Universidade Norueguesa de Ciência e Tecnologia (NTNU) conseguiram aumentar a tolerância térmica de peixes-zebra em laboratório ao longo de sete gerações. O experimento, realizado com peixes coletados na região de Bengala Ocidental, na Índia, revelou um aumento de até 0,22 °C no limite térmico superior (CTmax) dos animais.
Os pesquisadores realizaram uma seleção artificial, onde quase quatrocentos peixes foram divididos em três linhas: uma para aumentar a tolerância ao calor, outra para diminuí-la e uma linha de controle. Os peixes da linha selecionada para maior tolerância ao calor apresentaram um aumento significativo em sua capacidade de suportar temperaturas elevadas.
Resultados do Experimento
Além do aumento na tolerância ao calor, os peixes também mostraram um ganho de até 0,35 °C na tolerância ao frio (CTmin). Assim, a faixa de temperatura que esses peixes conseguem tolerar se ampliou em até 0,6 °C. Essa adaptação pode ser relevante em contextos de extremos climáticos sazonais.
Entretanto, os cientistas alertam que a seleção ocorreu em um ambiente controlado, com alimentação garantida e temperatura constante, o que não reflete as condições naturais. A pesquisa destaca que, apesar do potencial evolutivo, a adaptação dos peixes-zebra pode ser insuficiente para acompanhar a velocidade do aquecimento global.
Vulnerabilidade das Espécies
Peixes tropicais, como o zebrafish, estão entre os grupos mais vulneráveis a eventos extremos, como ondas de calor. O aumento da temperatura média da Terra, estimado em 1,09 °C desde o período pré-revolução industrial, coloca essas espécies em risco. Os pesquisadores enfatizam que a evolução pode não ser rápida o suficiente para mitigar os impactos do aquecimento global, revelando os limites biológicos da adaptação animal às mudanças climáticas.
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