Pesquisadores estão usando inteligência artificial para analisar 40 anos de gravações de golfinhos e descobrir mais sobre suas vocalizações. Uma equipe ganhou um prêmio de US$ 500 mil no Coller Dolittle Challenge por identificar mais de 20 sons diferentes na comunicação dos golfinhos e pretende ampliar esse vocabulário. O concurso, que começou há um ano, é promovido pela Jeremy Coller Foundation e a Universidade de Tel Aviv. O objetivo é entender melhor como os animais se comunicam e, eventualmente, conseguir uma comunicação de duas vias com eles. Embora a inteligência artificial tenha ajudado a processar dados de comunicação animal, os especialistas alertam que ainda é necessário conhecimento zoológico para que os resultados sejam úteis. Uma equipe de biólogos que estuda golfinhos na Flórida já catalogou muitos dos “apitos de assinatura” que os golfinhos usam para se identificar e agora está explorando outros sons para entender seus significados, como os que indicam alarme ou iniciam contato.
Pesquisadores foram premiados no Coller Dolittle Challenge por um projeto que utiliza inteligência artificial (IA) para analisar quatro décadas de gravações de golfinhos. A equipe identificou mais de 20 sons distintos na comunicação dos golfinhos e busca expandir esse vocabulário.
O concurso, que oferece um prêmio de US$ 500 mil para inovações em comunicação entre espécies, foi criado pela Jeremy Coller Foundation em parceria com a Universidade de Tel Aviv. O objetivo é alcançar uma comunicação bidirecional com os animais, utilizando seus próprios sinais, conforme explica Yossi Yovel, neuroecólogo e presidente do comitê científico do prêmio.
A equipe premiada, liderada pela bióloga Laela Sayigh, estuda uma comunidade de golfinhos em Sarasota Bay, na Flórida, desde mil novecentos e oitenta e quatro. Eles catalogaram os “assobios de assinatura”, que funcionam como nomes, e agora estão investigando os assobios não-assinatura, que representam a maioria dos sons produzidos.
Os pesquisadores estão começando a desvendar o significado desses sons, observando as reações dos golfinhos a gravações específicas. Por exemplo, alguns sons parecem iniciar contato, enquanto outros podem servir como alarmes. O projeto visa ampliar o banco de dados sobre a comunicação dos golfinhos e entender melhor suas interações sociais.
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