A genética começou a ser estudada em 1856 por Gregor Mendel, que fez experimentos com plantas de guisante. Ele cruzou essas plantas e observou características como a cor das sementes e a altura das plantas, sem saber que estava descobrindo os padrões de herança genética. Agora, uma pesquisa recente analisou 700 variedades de guisantes e identificou os genes que influenciam características importantes para a agricultura, como resistência a doenças e qualidade das sementes. Os cientistas conseguiram sequenciar o genoma dessas variedades, o que ajuda os melhoradores de cultivos a encontrar novas opções de genes para aprimorar as plantas. Antes, esses melhoradores precisavam cultivar e analisar cada variedade por conta própria, mas agora podem acessar dados genéticos de forma mais rápida e eficiente. Essa pesquisa mostra que, após 160 anos, a ciência finalmente conseguiu entender melhor os genes que Mendel estudou, revelando informações que estavam escondidas por muito tempo.
Uma pesquisa internacional recente mapeou a diversidade genética de setecentas variedades de guisantes, revelando os genes responsáveis por características agronômicas importantes. O estudo, publicado na revista *Nature*, visa auxiliar melhoradores de cultivos na agricultura.
A pesquisa se baseou em técnicas de genômica, bioinformática e genética, permitindo a leitura do genoma das variedades. Os cientistas identificaram os genes que influenciam a qualidade da semente, resistência a doenças e controle do tempo de florificação. Julie Hofner, coautora do estudo, destacou que os dados gerados oferecem uma perspectiva inédita sobre a diversidade genética.
Antes da pesquisa, melhoradores de cultivos precisavam reunir e cultivar diversas variedades de guisantes para identificar características desejáveis. Agora, eles podem acessar uma base de dados para encontrar genes de interesse, acelerando o desenvolvimento de novas variedades.
Lluís Montoliú, biólogo da Universidade Autónoma de Barcelona, afirmou que esta é a primeira vez que se identificam exatamente os genes estudados por Gregor Mendel, o pai da genética, que, em mil oitocentos e cinquenta e seis, iniciou suas investigações em um mosteiro na República Tcheca.
A pesquisa representa um avanço significativo, pois as mutações responsáveis por características observadas por Mendel permaneceram ocultas por mais de um século e meio. Hofner ressaltou que a capacidade de sequenciar o DNA só se tornou viável a partir da década de mil novecentos e oitenta, permitindo a descoberta dos genes que fundamentam a herança genética.
O legado de Mendel continua a influenciar a ciência moderna, demonstrando a importância da genética na compreensão da herança e no aprimoramento de cultivos.
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